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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mais uma vez Jade


Sabemos que escaladores são machões e não assistem novela. Conversando com nossas mães, irmãs e amigas escaladoras descobrimos que Daniel Woods deu o nome de Jade para a legendária linha localizada no Chaos Canyon – Rocky Montain Park após assistir a novela “O Clone” da Globo. Vejamos por que:
  • Assim como a Jade da novela, o boulder Jade é disputadíssimo sendo a cobiça de diversos escaladores.
  • Assim como a Jade da novela não aceitava os costumes de seu povo, esse boulder não vem aceitando a graduações.
  • Para a galera que escala ir para o Rocky Montain Park está mais fácil do que para o Said ir ao Marrocos.

Depois dessas asneiras noticiamos que mais uma vez o boulder Jade foi resolvido. O escalador em questão é Dan Beall que realizou outra repetição de Jade e que reacende a discussão a respeito do grau do problema.

Independente do grau, o escalador define bem sua atração por esta preciosidade:

“Jade me atraiu porque é uma boa linha, em um belo bloco, porque tem uma reputação como um dos problemas mais difíceis do país e porque que gira em torno de um movimento único e poderoso. Enfim, tudo o que eu procuro em um problema de boulder: beleza, desafio e pureza".

Em relação ao grau reflete Beall: “Quando você o faz, é fácil, enquanto você não o fizer, é impossível”. E acrescenta - “Para mim, Jade é muito mais difícil do The Swarm e The Sit Mandala (ambos 8b + Fb). Isso significa que ele é um duro 8b+ Fb? Ou um 8cFb fácil? Eu não tenho nenhuma idéia”.

Sabemos que a equipe do AVPAF não pode ser levada em conta no quesito graduação, afinal de contas somos fracotes e fanfarrões, mas fica a pergunta:

-Um V14 hard não seria um V15? Ou ainda um V14 soft não seria um V13? KKKKKKKKKKKK

Fonte: Desnivel

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

AVPAF - Dando nova finalidade aos equipamentos de escalada

Após tantos meses sem utilizar cordas, mosquetões e cadeirinhas pois o AVPAF tornou-se um grupo dedicado a ficar forte nos boulders de Cocalzinho-Go, Ubatuba-SP ficou no ar aquela pergunta clássica: - O que fazer com tanta muamba importada em casa?

Pois bem, após o toque de Grazi (nossa consultora de moda do climb) encontramos o trabalho de Ana Orska, uma designer polonesa que deu uma finalidade diferente aos equipamentos de escalada transformando-os em jóias. Fechamos um contrato com ela e somando apenas os equipos da direção do AVPAF temos mais de 200 metros de colar e uns 40 pares de brinco. Seremos em breve a HSTERN do mundo da escalada e já temos até nosso primeiro look para a “Cocalzinho Fashion Week”. Notem a combinação , calça e echarpe e tênis combinando com a cadeirinha.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Diário Cultural AVPAF em Sampa

Dia 3 de junho de 2010

Mais um dia comum para a maioria dos brasilieros, que puderam desfrutar do feriado de Corpus Christi (que muitos aproveitaram para "emendar" no final de semana).

Eu (Júlio) como bom escravo do capitalismo, trabalhei normalmente no feriado aqui em São Paulo, como vem correndo em todos os finais de semana e feriados, há mais de um mês.

Contudo, como bom filho de Deus, aproveitei a festinha feita em homenagem ao Filho mais Ilustre e fui pra tomar um chopp em uma das esquinas mais conhecidas da cidade, lá onde cruza a Ipiranga com a Avenida São João (a da musica, mesmo!).

Ao entrar no Bar Brahma, que sempre tem uns 3 tipos de shows no dia (um cara tocando MPB, um jazz de primeiríssima qualidade e uma atração mais conhecida), me deparei com um cartaz que me chamou a atenção:

"Hoje, show com Wando"

Isso mesmo querid@s leitores (as)! Um show com o homem do "Chacundum", o "cantor mais erótico do Brasil", o tenaz "cafungador de calcinhas"!

Como não poderia deixar de ser e, sendo o AVPAF o seu blog de atualizações culturais, técnico-científicas, esportivas e "besteirólicas", conferi o show, regado a muito chopp e gritos de mulheres ensandecidas sempre que ele jogava uma rosa, ou agradecia as calcinhas atiradas ao palco (algumas delas ainda mornas, segundo ele).

Ouvi diveros sucessos clássicos do brega romântico nacional, entre eles:
"Fogo e Paixão", "Deixa eu te Amar" e "Meia de Seda". Infelizmente não foi possível tirar uma foto com o "popstar da undewear", devido à quantidade de gente envolta do cara e do meu atual estado de embriagues após 3 horas de chopp.

Segue uma lembrança do show, pra galera aproveitar o clima romântico do dia dos namorados! KKKKK!

segunda-feira, 29 de março de 2010

São Anoraque rogais por nós!!!

Atendendo ao pedido do escalador capixaba Oswaldo Baldin a equipe do AVPAF foi até os porões do Vaticano onde verificou a existência da carta de canonização de “São Anoraque”. Reza a lenda que este Santo foi um destemido escalador que em meio a uma grande tempestade que o pegou em uma escalada épica, teve a graça de ter suas vestimentas milagrosamente transformadas em material impermeável.

Segundo registros, São Anoraque refugiou-se em Cocalzinho-GO dando à localidade o místico poder de não chover em dia de escalada.

Oração para São Anoraque!
Oh Padroeiro do casaco impermeável,
Tornai nosso dia de escalada viável.
Junto a São Pedro interceda,
Para que um dia ensolarado ele nos conceda.

Oh São Anouraque!
Que a meteorologia não minta,
E que havendo frio eu não sinta.
Se mesmo assim a chuva nos alcançar
Não deixeis nunca nosso carro atolar

Amém!!!

quarta-feira, 24 de março de 2010

PAI NOSSO ESCALADOR

Neste domingo, após retiro espiritual em Cocalzinho-GO onde pagamos penitências nos alucinantes boulders do lugar eis que surgiu a inspiração divina. Mais uma oração produzida e cheia de fé que um dia a evolução na escalada há de chegar aos membros do AVPAF.

Pai nosso que estais na seg,
Santificado seja o vosso Crash,
Venha a nós a vossa vibe
Seja feita a boa “cadena”
Assim nas vias como nos boulders.

O equipo bom de cada dia nos daí hoje
Perdoai as nossas fraquezas
Assim como nós perdoamos
Aqueles que nos têm enfraquecido
E não nos deixei jamais cair no chão
Mais livrai-nos da lesão

Amém

sexta-feira, 19 de março de 2010

“CLIMBING FOR KIDS” – CANTIGAS INFANTIS PARA ESCALADORES

O AVPAF lançará em breve o CD “CLIMBING FOR KIDS” com os maiores sucessos das cantigas infantis para você se divertir na base das vias!

Caso você seja um escalador sem infância ou dá geração "Xuxa só para Baixinhos" e não conhece esses clássicos do cancioneiro popular ou queira relembrar o ritmo dos hits das creches no Brasil, entre em aqui.


Sai, Sai lesão (Cai,cai balão)

Sai, Sai lesão
Sai,sai lesão
Aqui da minha mão
Não, sai não, Não sai não, não sai não
Vou romper esse tendão!

Atirei pedra no “Seg” (Atirei o pau no gato)

Atirei pedra no “seg”, gui ,gui
Mas o “seg”, gui ,gui
Não morreu, rreu , rreu
A galera, Ra

Admirou-se, sê
Do berro,
Do berro,
Que o “seg” deu
Pedra!!!

Se essa via fosse minha (Nesta rua)

Se essa via, se essa via fosse minha
Eu mandava, eu mandava grampear
Com as chapas, com as chapas bem brilhantes
Só pra eu , só pra eu poder vacar.

Se essa via fosse minha (Versão antiética)

Se essa via, se essa via fosse minha
Eu mandava, eu mandava era cavar
Com agarras e regletes bem gigantes
Só pra eu,
só pra eu encadenar.

Escravos de Jó

Escravos de Jó
Tentavam conquistar,
Tira , bota,
Deixa o “P” ficar,
Pois no final das contas
Sempre alguém vai reclamar
Pois no final das contas
Sempre alguém vai reclamar.

Ciranda , cirandinha

Escalada
Escaladinha
Vamos todos escalar
Se começar a chover
Meia volta vamos dar.

O bonde que tu formaste,
era grande e atolou,

E a pedra que era seca,
com essa chuva já “babou”.

A canoa virou (homenagem ao Alvaro)

O Batata vacou
Quem deixou ele quebrar
Vou por culpa do Gri-gri
Que não conseguiu travar

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ave Maria da Chapeleta

Um de nossos leitores desafiou a equipe do AVPAF a criar uma oração para "Nossa Senhora da Chapeleta", como não somos de amarelar.


Ave Maria cheia de corda.
O Reglete é convosco!
Bendita sois "seg" entre as mulheres
E bendito é o freio no vosso ventre
Gri-gri

Santa Maria Mãe da Chapeleta
Rogai por nós escaladores
Agora e na hora
Da nossa VACA

Amém

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Escalada Esportiva nas Paraolimpíadas!

Aproveitando os recentes acontecimentos que apontam para o reconhecimento da escalada esportiva como esporte olímpico o AVPAF tem o orgulho de apresentar seus atletas para as Paraolimpíadas de Escalada:

Júlio Sá o escalador que não consegue esticar o braço.

Rodrigo "Bêra" que após a ida a Araxá-MG não consegue mais dobrar o joelho.

Aguardem o relato do Bloco "Se você der corda eu caio" que apavorou na Bocaina (Araxá-MG) neste Carnaval e não deixem de decidir o destino de Júnior.

sábado, 14 de novembro de 2009

Tabela de graduação por AVPAF - final

Escalada em Artificial

Estilo de escalada pouco compreendido. Para ascender a via o escalador utiliza de degraus, clifs, jumares e muitas parafernálias. A quantidade de equipamentos leva a crer que não se faz esforço físico o que é pura ilusão. Essa escalada é uma ciência que demora a ser aprendida e que exige acima de tudo apoio financeiro e patrocínio. A graduação está intimamente ligada ao perigo que se corre ou em poucas palavras a proximidade com a morte.

A0 – É aquela via que tem um ex-namorado fortinho. Tem seu risco, mas você confia no seu equipamento.

A1 – O ex-namorado nesse caso foi campeão sul-americano de muai tai e costuma treinar chutando coqueiros com a canela e dando cotovelada na pilastra. Sabendo os procedimentos e com um bom equipamento se resolve.

A2 – Além do ex-namorado campeão o irmão dela que é o melhor amigo dele é também campeão só que na categoria peso pesado. Aqui além do equipamento e do conhecimento você vai precisar de um “seg” de confiança e experiente.

A3 – Esqueça o irmão e o ex-namorado, nesta graduação a via é agente da polícia federal ou da ABIN e possui 2 ex-namorados que se mudaram do país após o fim do relacionamento.

A4 - A via tem o irmão campeão de vale-tudo, o pai é capitão do BOPE, ela é agente da polícia federal e treina um pouco de tiro ao alvo, é um pouco ciumenta e já colocou em coma 1 namorado só por que ele foi levar uma prima no aeroporto.

A5 – A via é casada com um cara que cumpriu 6 anos de prisão por homicídio e seu último caso faz xixi sentado desde o dia em que ela o pegou lendo uma playboy no banheiro.


Leia mais:
Tabela de graduação por AVPAF - 1º parte
Tabela de graduação por AVPAF - 2º parte
Tabela de graduação por AVPAF - 3º parte

Tabela de graduação por AVPAF - 3º parte


Boulder

Estilo democrático de escalada que exige pouco equipamento, mas muita força e disposição. Os locais para essa prática são conhecidos pelas inúmeras possibilidades de abertura de novos “problemas” em um mesmo bloco. Vejamos como se dá a graduação dos problemas.

V0 - Boulder tranqüilo que exige do escalador tomar um banho, passar perfume e ficar conversando em baixo do prédio ou na porta de casa da mina por horas a fio.

V1 – Exige além do banho e do perfume um cineminha de “comédia romântica” com direito a pipoca.

V2 – Pegou o carro do pai, buscou em casa e após o cinema com pipoca, pagou o fast food e levou em casa. Resolvido!!!

V3 – Colocou roupa nova, pegou o carro, buscou em casa com um bichinho de pelúcia, levou no cinema com direito a pipoca, jantarzinho e levou em casa. Mandou à vista!!!

V4 – Colocou roupa nova, mandou lavar o carro, buscou em casa com bichinho de pelúcia, levou ao cinema com direito a pipoca e guloseimas, levou pra curtir um boteco com música ao vivo, pagou bebidas e petiscos e levou em casa do outro lado da cidade.

V5 – Colocou roupa nova, mandou lavar o carro, buscou em casa com bichinho de pelúcia, levou ao cinema com direito a pipoca e guloseimas, foi no boteco com música ao vivo, pediu pra tocar aquela música do Djavan, pagou bebidas e petiscos e levou em casa do outro lado da cidade.

V6 - Chegou de terno, levou pro cinema, pagou um jantar chique, levou no motel 5 estrelas com direito a champanhe, levou em casa no outro município.

V7 – Esqueça o cinema. Esse problema só é resolvido em ambientes mais áridos como baladas em boates e clubes caríssimos. Além de pagar mais de R$ 50 pra entrar, esse problema exigirá de você habilidades de dançarino de ritmos que você desconhece. O trabalho de pés aqui é fundamental.

V8 – Esse é aquele boulder que a saída é o mais difícil. Vai ter que ir em casa e convencer o pai da moça (militar de alta patente) sobre suas intenções mesmo que vocês estejam saindo pela primeira vez. Depois disso é claro que ela vai exigir uma balada estilo V7. Kamommmm!!!!

V9 – Além de convencer o pai da moça vai ter que levar a irmã mocréia que nem um de seus amigos terá a compaixão de resolver. Atenção na “seg” de corpo que a base é perigosa.

V10 – Esse problema para ser resolvido exigirá o convencimento do pai, levar a irmã feia e a prima bêbada pagar bebida e entrada pra todo mundo na balada estilo V7 e dançar a noite toda. Mas nem pense que vai virar fácil esse boulder. Ele exigirá pelo menos 5 entradas desse tipo.

V11 – Aqui se inicia a fase de ter que malhar por longos períodos até mandar o projeto. O comprometimento do escalador em mandar o projeto exigirá tudo o que ele sabe. Começa com todos os passos anteriores e no dia seguinte você manda flores e escreve um depoimento no orkut.
– Vai que você está sólido!!!

V12 – Após meses repetindo a seqüência acima, você vai ter que pedir em namoro, freqüentar a casa e agüentar aquela amiga chata e fútil com apelido de “Lú” (geralmente um nome tipo Lusinelda).

V13 – Você já está namorando, já fez tudo o que sabia e por fim surge aquele convite na mesa do almoço da família do problema:
- Você vai participar do amigo oculto esse ano, não é!?

V14 – Além de participar do amigo oculto, você vai começar a participar de momentos familiares tipo batizado de priminho distante, pelada casados X solteiros, aniversário de 80 da bisavó, etc. Tudo isso com aquele sorriso na cara e sem poder exagerar na bebida alcoólica.

V15 – Esse aqui pra resolver só casando de papel passado.


Leia mais:
Tabela de graduação por AVPAF - 1º parte
Tabela de graduação por AVPAF - 2º parte

Tabela de graduação por AVPAF - 2º parte


Escalada Tradicional

Estilo de escalada mais conhecido e romântico. Exige preparo, mas acima de tudo planejamento. Todos os elementos são determinantes no sucesso dessa escalada no final a vista costuma justificar todo o esforço. A graduação é uma mescla da esportiva acrescida do grau de exposição ao risco. Em uma escalada tradicional cada cordada pode corresponder a uma via esportiva.

E1 – Amigo, irmã, mãe e tia faltam te forçar a entrar na via. Com tanta proteção desestimula a escalada por que não tem exposição a risco nenhum.

E2 – Você confia no “seg”, acredita que a via está no seu grau, mas no meio da escalada tem aquela cordada que é um pouco mais exigente, tipo ir conhecer a família da moça com menos de uma semana de relacionamento.

E4 - O esticão entre as proteções e a falta de agarras exige do escalador atenção porque se cair pode machucar sério. O “seg” desempenha um papel fundamental no apoio psicológico do escalador. Essas vias têm elementos determinantes no risco como um pai militar ou um irmão campeão de vale-tudo.

E5 – Uma queda aqui pode sobrecarregar toda a parada e levar o seg junto. É aquela via ciumenta que chega no bar e vira a mesa em cima de você e dos amigos.

E6 - Uma queda aqui ou mata ou faz o cara parar de escalar. Essa via geralmente tem em seu currículos 3 ou 4 ex-maridos e nem todos estão vivos para contar história. Conhecida também por atingir o escalador com objetos cortantes inviabilizando sua reprodução.


Leia mais:
Tabela de graduação por AVPAF - 1º parte
Tabela de graduação por AVPAF - 2º parte
Tabela de graduação por AVPAF - 3º parte

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Tabela de graduação por AVPAF!!!

Mais uma vez o AVPAF vem colaborar com a construção da escalada no Brasil. O texto abaixo é uma aproximação da graduação em escaladas esportivas, tradicionais, "artificial" e boulder, com a dificuldade de conquistar aquela gata sonhada.

A comparação é inevitável porque para um escalador de verdade uma bela mulher é como uma grande escalada: você planeja, treina muito, muda de hábitos, compra equipamentos, vai a lugares inusitados e de difícil acesso em busca dela e pode passar meses tentando encadená-la. Ela por sua vez parece uma pedra – não olha pra você, não se mexe em sua direção, exige do seu físico e psicológico e se você não se cuidar ela vai te machucar.

Escalada esportiva

É aquela que todo mundo acha que a altura na assusta, mas que exige muito da resistência, força e psicológico do escalador. O trajeto é mais importante que o cume e encadenar uma via pode demorar minutos, horas, dias ou até mesmo anos dependendo do seu projeto de vida.

- É aquela via pro escalador iniciante que chega, encadena e não conta pra ninguém pra não ser sacaneado. Mesmo assim para quem esta começando deixa aquela sensação de vitória.

- É a via que você nem sabe o que te levou até a base, mas você chega e se encadenar a vista ainda comemora no final.

- Geralmente aquela via gente boa e amiga da galera. O papo justifica mais que a aparência. Via que você vai encadenar e gastar tudo o que sabe para limpar com direito a rapel com prussik.
6º sup – Além de simpática e amiga da galera é considerada bonitinha ou "estilosa". O crux se justifica mais pelo medo de perder a amizade que pela dificuldade da via. Costuma dar bastante trabalho pra limpar como costuras travando e penduladas perigosas.

7a – O alvo inicial de todo escalador que acha que está fortinho. O cara olha mal no croqui e acha que já vai chegar encadenando a vista esteja onde estiver. Costuma derrubar feio o escalador, mas malhando um pouco rola de encadenar.
7b - Via que geralmente exige umas 10 tentativas antes de ser encadenada. Exige atenção do amigo "seg" porque dependendo da queda inviabiliza a cadena para sempre porque traumatiza o escalador.
7c – Esse é o tipo de via lendária. Todo mundo acha bonita e tem sempre um amigo mentiroso que conta que um dia, no passado ele encadenou. Essa mentira prosseguirá porque ninguém perguntará a via se é verdade ou não. Como não tirou foto, não filmou não rola de acreditar. Lembre-se ainda: o seg que estava com ele também é escalador, ou seja, também poderá mentir para manter a honra do esporte.

8a – O tamanho das agarras costuma enganar (geralmente grandes abaulados). Essa é aquela via que você vai chegar achando que mesmo com quedas rola de equipar até o fim e descer de "baldinho". Engano seu! Vai chegar "tijolado" na terceira proteção, suar pra cacete e rapelar do cordelete ou abandonar um mosquetão no meio da via.

9a- É aquela via que você já tentou o primeiro movimento de top rope, seus amigos também tentaram e ninguém passou da primeira proteção. Aliás, ninguém que você conhece encadenou. Geralmente esse tipo de via gera lendas como "um dia veio um cara de minas aqui e mandou a vista" o que é pura mentira.

10a – Nem você nem seus amigos se aventuram nesse tipo. São vias conhecidas por terem sua primeira ascensão e permanecerem meses e até anos esperando que venha algum escalador de outro lugar para encadenar e confirmar o grau. Costuma-se dizer que essa via escolhe o escalador e não o contrário.

11a - Essa é aquela via que já foi citada em revistas do ramo e já teve duas ou 3 ascensões no máximo. Todos os relatos dos "encadenadores" chamam atenção para a dificuldade e exigência da via, mas sempre terminam com a frase " a via mais linda que eu já escalei". Costuma virar pôster ou porta retrato na casa do escalador.


Leia mais:
Tabela de graduação por AVPAF - 2º parte
Tabela de graduação por AVPAF - 3º parte

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Para fecharmos a semana é o assunto Escalontologia. Semana que vem graduação de vias segundo AVPAF.

Crustáceos

Escalotrouxas pagurus (Escalador Caranguejo) – apesar de ter muitos pés, esse espécime só consegue fazer força com os braços para escalar e desconhece a importância dos pés. Geralmente só treina campus board.
Escalauterofilistas Caridina Sp (Escalador camarão) – escalador muito preocupado com o corpo e que geralmente só tem merda na cabeça.

Dinossauros

Escalosaurus calvus – aquele escalador das antigas que já teve topete, mas hoje em dia ostenta uma bela careca.
Escalosaurus nanicus – Escalador antigo com estatura inferior a 1,50m.
Escalosaurus obesus – Já foi magrelo e atualmente possui uma bela barriga de cerveja. Pode se diferenciar ainda em escalosaurus cardiacus ou diabéticus.
Escalosaurus casadus morgadus – Escalador antigo que ao casar abandona a atividade, mas permanece como lenda.

Espécies em extinção no meio da escalada

Escalaamigus construtorus (Escalador João de Barro) - Escalador que gasta seu tempo e dinheiro conquistando novas vias e ainda tem que agüentar as críticas da comunidade escaladora.
Escalaelimpa conservadorus (Escalador Carpa) - Escalador que promove a limpeza e conservação das bases das vias. Ninguém valoriza o seu trabalho, mas basta essa espécie sumir que todo mundo nota o impacto.
Escalorganizadorus associadus (Escalador lobo) - Escalador que organiza eventos e tenta promover a articulação da comunidade. Geralmente sofre boicotes e criticas e acaba se isolando e hibernando.
Escalosaurus amigus professorus – Esse aqui é sem dúvida o mais raro de todos. É aquele escalador lendário e antigo que nunca parou de escalar e ainda por cima promove cursos, palestras, participa voluntariamente das organizações e ainda abre vias pra nova geração. Esta espécie raríssima possui o hábito de hospedar em seu habitat todas as demais espécies de escaladores muitas vezes sofrendo impactos negativos dessa hospitalidade.

Leia também:
Estudo Multicentrico de Escalontologia
A Sociedade Médica alerta...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Estudo Multicêntrico de Escalontologia

Teve início nesta semana o primeiro Estudo Multicêntrico de Escalontologia (ciência da observação, tipificação, conservação de espécimes e erradicação de patologias no meio da escalada). O estudo desencadeado pelo AVPAF e por Pedro Hauck apresenta resultados de grande relevância para a comunidade científica.

Abaixo segue o resultado do último estudo de campo realizado pela equipe do AVPAF. Lembramos a tod@s que os estudos aqui apresentados passam por normas rigorosas do Comitê de Ética em Pesquisas comandado por Álvaro Alvares (nosso editor).

Aves

Escaloamostradus cristatus (Escalador pavão) – escalador possuidor de todos os equipamentos, vestimentas e elementos que dão a ele a aparência de um grande escalador. Semelhante ao pavão que não sabe voar bem, este tipo de escalador aparenta escalar mais do que na verdade consegue.
Conversadorus erithacus (Escalador Papagaio) – como a ave, este tipo de escalador desenvolve a capacidade de falar muito, sobretudo na base das vias. Escalar que é bom fica em segundo plano.
Escalatudus Clypeata (Escalador Pato) – o pato é um bicho que corre mal, nada mal e voa mal. Esse escalador é aquele que afirma escalar qualquer estilo, mas no fundo não faz nada direito.
Escalaechoras meleagris (Escalador Galinha d'angola) – é aquele que fica o tempo todo dizendo: - Tô fraco, tô fraco... Emite sons semelhantes ao choro de criança quando escala.

Mamíferos

Escalaosgritus leo (Escalador Leão) – mesmo em via fácil ruge muito para marcar o território. São comuns os gritos e rugidos em lances fáceis da via, numa tentativa de se assemelhar ao Chris Sharma.
Escalaedápala Crocuta (Escalador Hiena) – só sabe rir da cara dos amigos. Qualquer acontecimento na pedra vira motivo de chacota.
Escalalentus variegatus - (Escalador Bicho Preguiça) – Escala lentamente, descansa muito e geralmente causa torcicolo no companheiro da "seg".

Insetos

Escalonamoradorus mellifera (Escalador Zangão)
– Igual ao macho da abelha que só serve para reproduzir. Esse é o escalador explorado pela namorada, só serve para dar "seg" e carregar o equipamento dela.
Escalaetremes Cicadidae – (Escalador cigarra) – Treme e faz barulho (reclama) o tempo todo enquanto escala.
Semplanejamentus humile (Escalador formiga) – geralmente carrega mais equipamentos e alimentos do que precisa em uma simples escalada de domingo.

Amanhã apresentaremos alguns crustáceos, dinossauros e espécies em extinção no meio da escalada

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A Sociedade Médica alerta...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Sociedade Médica alerta...

A Sociedade Médica procurou o Laboratório AVPAF para o estabelecimento de um protocolo clinico para espécimes de "escaladores nocivos" que vem causando doenças em nosso esporte. O momento atual é de cuidado pois estes espécimes estão a solta e as mudanças climáticas favorecem a infecção.

Esse primeiro apanhado é apenas o começo de uma vasta catalogação. Você escalador(a) observador e consciente ajude-nos a completar essa lista com novos tipos.

Pseudosescalus mycota (Escalador Fungo) - escalador que não respeita as articulações e organizações locais para liberação das áreas de escalada e nem as regras das propriedades. Na maioria das vezes já chega escalando mesmo sabendo dos impasses. Geralmente não causam grandes doenças, mas atrapalham o desenvolvimento e incomodam como se fosse uma coceira. São infecções oportunistas causadas pela falta de articulação local. Reproduzem-se facilmente com argumentos de que "eu desorganizando posso me organizar".

Falacioescalus diplococos (Escalador Bactéria) – É a espécie mais diversa e atacam todos os espaços. Geralmente iniciam sua infecção por meio da internet, com fofocas e falsas discussões sobre ética. Esse tipo costuma dizer que fazem e acontecem, mas geralmente se juntam em colônias e não saem do lugar. Podem causar doenças sérias quando criam falsos conflitos entre cidades.

Estragopicovirus – (Escalador Vírus) – é o pior tipo. Utiliza-se do ambiente para seu benefício e o destrói em seguida. Como exemplo aqueles que escalam nos locais e depois poluem rios e descartam o lixo nas bases das vias. Esse tipo de escalador engana o sistema imunológico fazendo todo mundo pensar que ele é legal e gente boa. No fundo o que ele quer é parasitar e sair fora deixando seu rastro de destruição. Recentemente alguns picos brasileiros e o Valle Encantado - Argentina sofreram essa infecção.

Escalochatus micropulos (Escalador Carrapato) – Alimenta-se de tudo o que a comunidade local faz, mas não colabora com nada. Quando identificado já está maior do que o tamanho original e causando certos incômodos, mas são facilmente retirados.

Furavias cirratus (Escalador Pica-Pau) – é aquele que para se saciar fura tudo. Mesmo tendo caminhos ou possibilidades em outros locais, chega cavando agarras.

Faladorus mirmecofagídeos (Escalador tamanduá) – é aquele que tem a língua maior que a boca e acaba metendo o nariz onde não foi chamado. Costuma ser o primeiro a ter opinião e o último a ter atitude para mudar. Sua pior arma é o abraço.

Leia também:
Estudo Multicentrico de Escalontologia
Identificadas novas espécies da fauna de Escaladoreaceae

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

EXTRA, EXTRA!!!


Encontrado no afloramento de calcário conhecido como Belchior em Água Fria – GO indícios da presença de uma espécie de dinossauro conhecido entre os escaladores brasilienses por "Roger". Trata-se na verdade do espécime "escalosaurus calvus cicliticus" responsável pela abertura de vias esportivas na Fercal e Belchior, também participante das inúmeras lendas da escalada brasiliense. Relata-se que este espécime habita a escalada a mais de 17 anos.

Diferente dos outros espécimes de dinossauros como o conhecido como "Bêra" "escalosaurus nanicus" (criado em cativeiro na Ibiti), Roger apresenta estatura superior a 1,50m chegando a aproximadamente 2,0m de altura.

Segundo a comunidade local o espécime ainda encontra-se vivo e em desenvolvimento de suas atividades rotineiras (subir pedras e pedalar bicicleta) o que demonstra sua adaptação ao ambiente. Só não se sabe se este espécime já se reproduziu ou permanece como exemplar único, pois segundo informado por pesquisadores da área o escalosaurus tem dificuldades semelhantes ao panda para se reproduzir.

A presença de Roger pode ser confirmada por Grazi, Leandro, também presentes neste domingo no Belchior e por nós do AVPAF que manteremos a comunidade escaladora informada desta e outras presenças ilustres.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Reportagem Investigativa

Queridos leitores deste singelo Blog, como bem sabem, também faço parte desta tríade que tem relatado diversas aventuras vividas no meio "escaladorístico" de Brasília, bem como dos vários episódios hilários, que só acontecem conosco e com os que nos cercam. Todavia, ainda não tinha me pronunciado em nenhuma "matéria" formal, pois estava no meio de um sério trabalho investigativo, que buscava desvendar o seguinte mistério. "Onde meus colegas Álvaro (vulgo, Batata), Fernando (vulgo, Fera), Rodrigo (vulgo Bera), Rodolfo (vulgo, Rodolfo mesmo) e Esdras (com um nome desses, nem precisa de apelido...), estavam recebendo um volume significativo, como aporte para seus investimentos em viagens e equipo de um modo geral???" Após quase 3 meses de investigação, que me fizeram conhecer alguns dos lugares mais estranhos que já se teve notícia, tais como: inferninhos em Taguá, Bailes Funk no RJ, Bingos da Terceira Idade e Casas Funerárias locais, descobri o paradeiro de meus amigos... ...encontrei pistas de onde eles se encontravam nos momentos em que, misteriosamente, todos os seus celulares se apresentavam desligados e ninguém tinha notícias de seus paradeiros... Para minha surpresa, estavam se apresentando em uma Casa de Shows de Brasília, nas proximidades do Setor de Oficinas do Riacho Fundo, como podem verificar no vídeo abaixo. O vídeo foi feito com o auxílio de uma das velhinhas que entravam no "espetáculo", em troca de uma caixa de cola para dentaduras e um vidro de Condroitina, (remédio usado no tratamento de Reumatismo).
As cenas são fortes e não recomendáveis para menores de 18 anos!
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De toda sorte, gostaria de deixar aqui registrado, meu apoio aos queridos amigos, e minha total compreensão aos atos por vocês praticados Ósculos e amplexos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Joguinho bem legal de escalada!



Para começar esse joguinho que o Marcelo Ronzani me passou.