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terça-feira, 12 de abril de 2011

Partiu Rio?? (parte 1)

Como todos estão cansados de saber, nunca fui com a cara do RJ por inúmeras razões, mesmo reconhecendo a beleza natural do lugar e tudo o que representa pra escalada brasileira desde sempre. Simplesmente "meu santo não bate com o da cidade".

Após inúmeras visitas dos outros integrantes do nosso bonde do quadradinho, com relatos de escaladas divertidíssimas e da minha dívida de visitar o casal Grazi e Seu Cardoso, que já moram por lá há um tempinho, aproveitei uma data "vazia" na agenda de todos e parti na última sexta pela manhã pra curtir um final de semana na casa dos dois. De início já tomei um susto, pois nunca havia escalado trad e o casal já estava programando o meu debut na "pequena" Leste em Salinas, com seus 700 e tantos metros e trocentas cordadas. Devido ao mau tempo, acabamos por ficar no Rio mesmo. Cheguei por volta de 2 da tarde e fui almoçar com a Grazi pra já sair correndo e pagar minha penitência por ser o último a conhecer o "cafofo do Flamengo". Partimos carregando parte da mudança para Santa Tereza, onde será o novo cafofo, que já apelidei de "Arca da Grazi", por sempre aparecer um pássaro, um macaco, um monte de marimbondos e etc. na janela. O lugar é demais, mas deixa isso pra eles contarem no 2nocume em outra hora.

PS: Casal, dessa vez eu fui o 1º a visitar e não tenho que pagar a prenda de ter que abrir aquela porta enjoada quando voltar, blz?


Após a faxina feita, gavetas consertadas, as fechaduras imperradas e um calor dos infernos, voltamos pro Flamengo pra esperar o Leandro chegar do trampo e sairmos pra tomar uma cervejinha perto de casa, onde decidimos que Leandro me levaria pra fazer a clássica combinação: Italianos + Secundo na manhã seguinte e a K2 no Corcovado à tarde, enquanto a Grazi continuava a mudança pela manhã e ia conosco pra K2 depois.

Sob protestos e um arrependimento quase imoral de ter que sair cedo, partimos no sábado pra base da via e chegamos lá umas 8:10 hrs. Deveríamos ter chegado mais cedo, mas meu condicionamento físico acostumado às trilhas de boulder em Cocal e vias de Belchi, Fercal e etc., não é o mais condizente com a caminhada de aproximação. Resultado, quase morri!


Quando chegamos, já haviam 2 duplas escalando e mais 2 à nossa frente... Finalmente conseguimos começar umas 10:30 hrs, com o Leandro guiando e eu de 2º. Ainda na 1ª cordada, em um lance de equilíbrio lá pela 4ª costura, fui levantando meu corpo pra segurar na próxima agarra e a fita de uma das costuras que eu havia retirado ficou presa no "P", bem no meio do move, me travando. Na tentativa de voltar e desenroscá-la, escorreguei e, por muito pouco não levei um "P" cravado nas costelas de lembrança da via. Na queda a costura continuou enganchada no "P", arrancando o rack da minha cadeirinha e jogando mais 2 costuras que nele estavam, na galera da cordada de baixo (por sorte não acertou ninguém e ainda eram amigos do Leandro, quebrando um galho e devolvendo-as pra ele depois).

No mais, excetuando as pernas doloridas e a minha necessidade de troca da sapatilha "confortável" que não me dava a menor segurança, por uma de esportiva, que aperta mais que a super bermuda modeladora do Dr. Ray, a via seguiu sussegada com direito à paradas pra tirar umas fotos e curtir o visu que o dia claro, mas não muito quente, nos proporcionou.

Chegamos ao cume mais ou menos às 14 hrs, depois de uma pequena cordada de aderência, que me fez ter a certeza absoluta de que é mais fácil eu encadenar, à vista e sacando costuras, o primeiro 12º grau brasileiro de agarras no negativo, que um 3º grau de 10 m na aderência... PQP, que saco! Com o avançar do horário (e mesmo que tivéssemos chegado cedo, eu não teria condições morfológicofísicotrópicas de fazer outra via longa no mesmo dia), deixamos a K2 pra outra oportunidade, assim como deixo a continuação desse relato mais pro final dessa semana...

Ficam umas fotos

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Havaianas – as originais

Chegam diariamente cartas, emails e escândalos de leitores que acusam o AVPAF de ter parado com suas atualizações. A culpa de nossa baixa produção só tem um nome senhores leitores: Eco Vila. O novo setor de boulders em Cocalzinho vem consumindo toda nossa pele e nos fazendo passar a semana inteira na fissura de escalar.

Já são 4 fins de semanas seguidos fora as fugas no meio da semana para o mesmo setor onde nos dedicamos a repetir boulders e temos a oportunidade de abrir alguns problemas como o novo clássico "Começa no final" linha enxergada por mim e pelo Rodolfo e aberta por Patricia (boulder humilhante, que exige técnica e que leva muito marmanjo ao chão).

O post de hoje, entretanto não é sobre as cadenas do Tiozinho ou da Pati, sequer é sobre a forma grosseira que o Julio escala. O post de hoje é um alerta para você bactéria de Cocal.Você acostumado a levar apenas o crash com tudo dentro e uma sacola de supermercado com rango. Você, caro colega, que pega trilhas usando apenas sandália Havaiana.

Nesse fim de semana, o escalador zela que aqui vos escreve foi para Cocalzinho no melhor estilo bactéria, havaiana que brilha no escuro e tudo mais. Com a chuva a trilha tornou-se um pântano tornando a caminhada um pouco mais difícil. Já no retorno ao carro, no inicio da trilha minha havaiana fez aquele efeito ventosa grudando na lama e me fazendo torcer o tornozelo. Não satisfeito ainda cai de bunda no meio da lama, com um crash do tamanho do Mondo (BD) nas costas.

Manquei por toda a trilha e fiquei passando dor durante os muitos quilômetros até Brasilia, sem falar nas humilhações, com piadinhas infames dos outros membros do bonde. Por isso fica o alerta. Não seja burro como eu, use calçados apropriados, às vezes o excesso de idas a um lugar pode nos tornar confiantes demais, achando que conhecemos tudo, que somos locais, quando na verdade estamos ficando cada vez mais zelas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Climb Trip Rio - continuação

Dia 2

Manhã de sol escaldante e céu azul , eu (Esdras) e Pati decidimos ir a praia para curtir um pouco. Ipanema é uma praia foda, mar verde transparente, sol e muita cerveja com direito a rir dos outros por muitas horas. Já em casa, semi bêbado e no fim de tarde saímos pra comer em uma padaria (porra em Brasília não existem padarias legais como no RJ). Chegando em casa Leandro já botou a pilha. – Partiu pra pedra do Urubu. Mais uma vez na Urca , munidos de headlamps e do lampião radioativo do Leandro, fomos eu, Pati, Grazi e Leandro escalar vias esportivas, carregando é claro o Crash que já ganhou o nome de Júnior porque incomoda igual uma criança pra ser carregado.

O problema do climb dessa vez foi que Leandro nos colocou em duas vias complexas na Pedra do Urubu. Urubu Capenga (7a/b E1) e Aresta do Urubu (7b E1) Roubando no primeiro movimento consegui tocar até o final da via Urubu Capenga (top rope claro), Pati a mesma coisa. A segunda via estava simplesmente fora do meu alcance, movimento de boulder, foothook pra entrar na via, Pati atambém tentou e após pular o movimento inicial subiu um pouco mais. Como estávamos com luz e crash partimos para um boulder chamado Bote Certo (7b) que para mim tornou-se pendência. Fiz a primeira entrada e comecei a isolar o bote (ou dinâmico) do final do boulder o que me deu esperanças, mas havia um movimento no meio da travessia que não fechava. Leandro e Pati também fizeram boas entradas mas o problema tava osso demais.

O melhor de tudo foi o visual, Lua cheia, o mar batendo na pedra logo abaixo e outro detalhe, sempre há gente escalando nos picos do RJ. Saímos já às 22h da pedra e partimos para o Garota da Urca , boteco bom com uma picanha na chapa que é um fenômeno.






Dia 3

São Pedro fazendo aquela presença, solzão e todo mundo meio atrasado, acordando com preguiça. Após muita indecisão , ponderações sobre o sol e o calor, resolvemos ir para o Grajaú, juntos de Rodrigo e Fernanda (um casal gente finíssima e que escalam muito).

O Parque do Grajaú é algo fora de série. Churrasqueiras, duchas e banheiros e muita, mais muita pedra para boulder e vias esportivas geralmente top ropes na sombra. A rocha em questão é uma das mais machuquentas que eu já vi na vida. Montamos 4 tops de graus variados e desconhecidos por nós e passamos a manhã esfolando os dedos em vias bem boulderísticas. Pude ainda parar e olhar a linha do boulder "Olhos de Fogo" um clássico muito falado por ser um boulder difícil e complexo.

O interessante dessa escalada foi a possibilidade que eu e Pati tivemos de revisar os procedimentos de rapel e parada, em um ambiente mais tranqüilo e com a instrução da professora Grazi.

Após toda escalada resolvemos almoçar do outro lado do RJ em um lugar chamado Prainha. Ao longo do caminho ficamos bestificados com a beleza e a variedade de ambientes que o RJ tem. Serras, praias paradisíacas, florestas ... é muita coisa pra um lugar só. Comemos um belo peixe e após muita conversa boa resolvemos ir para casa.

Ir para casa significou pegar um engarrafamento monstruoso na cidade, afinal todo mundo desceu para a praia já que o dia estava perfeito. Demoramos apenas 3 horas para fazer o percurso e chegamos exaustos em casa. Pizza e mais PS3, dessa vez eu e Leandro travamos batalhas homéricas no futebol, como um Brasil x Argentina que terminou em 4x3 para os hermanos hehehe.

Em meio a muito vídeo game percebemos que a chuva despencava lá fora.







Dia 4

Passei a madrugada acordando e verificando a situação da chuva acreditando que a benevolência de São Pedro havia acabado. Já às 7h eu rodava pela casa ansioso por saber o que faríamos. Não chovia desde às 5h e o sol já aparecia entre nuvens. Em meio a muito debate entramos no carro e partimos para a Urca onde acreditávamos que se tudo estivesse molhado rolaria algum boulder. Quando olhamos para o Morro da Babilônia percebemos que a maior parte da pedra estava seca. Eu e Leandro partimos prontamente para a pedra na decisão de escalar a via Vilma Arnaud.

Completamente ansioso, pois nunca havia escalado algo tão alto e com posicionamentos e técnicas estranhas, comecei a gelar antes de subir. Leandro montou a P1 e lá fui eu, esvaziando a mente e tocando com um ritmo até bom. A via é incrível, com muito movimento em equilíbrio , sem agarras de mão mas com pés bons. Quero dizer, pés bons para quem possui uma sapatilha mais confortável. Como praticante de boulder e esportiva, minha sapata é extremamente apertada, o que torna dificílimo escalar parede. Já na p3 meus pés me davam sinais de que não iam melhorar. Resolvemos ir até a p4 e ver a situação, porém após uma queda besta eu rasguei o dedo e achei melhor parar por ali, afinal meu sonho estava completo, escalei acima dos 100m de altura num visual incrível, com o dia entre nuvens, um ventinho frio batendo, ou seja, perfeito.

Lá embaixo, Grazi e Pati faziam a p1 da mesma via. Descemos e após muita comemoração saímos para a Urca na intenção de fazer boulder. Nosso grupo agora contava com Felipe e PH que apresentaram problemas de difícil acesso, base estranha mais com uma qualidade impressionante. No Bloco Preguiça Patrícia, Felipe e Leandro mandaram rapidamente o boulder inicial e uma variação tipo travessia. Com o dedo estourado, os pés assados eu ainda dei uns pegas mas não agüentava mais a sapata.

Caminhamos por blocos com o mar batendo e chegamos em um problema que não sei o nome. Um boulder fantástico saindo de um teto com movimentos esticados e uma base assustadora. PH nesse momento deu um show de escalada mandando fácil. Pati tentou mas achou esticado e Felipe e Leandro evoluíram bem mas travaram.

Partimos para o bloco famoso Bloco chamado Ouriço. O boulder em questão era completo, travessia para um teto, com agarras boas e muita explosão. PH fez uma boa entrada, Felipe também, Pati foi evoluindo e de repente Leandro provou que apesar de escalar paredes ainda preserva suas raízes de Cocalzinho. Mandou fácil o boulder. A cadena inspirou PH que fez a linha por agarras mais difíceis, Pati que isolou todo o boulder mas faltou força e pele pra tentar a cadena e Filipe que também mandou bem, faltando pouco pra encadenar.

Finalizando fomos ao boulder Gringo já na Pista Claudio Coutinho. PH mostrou como era a linha e Leandro boulderísta mandou sem problemas. Pati até segurou nos regletes mas desistiu pois os dedos estavam mau. Partimos mais uma vez em busca de comida e após sair sem comer de uma Churrascaria A La carte (coisa que eu nunca vi) fomos ao Garota Carioca no bairro Flamengo comer picanha na chapa e tomar chopp.

Já em casa, Grazi e Pati desmaiaram de sono e eu e Leandro ficamos dando risada do Programa do Silvio Santos com suas pegadinhas escrotas.

Como vocês podem ver, escalamos 3 estilos de escalada em uma trip de 4 dias. A hospitalidade e a disposição de Leandro e Grazi tornaram tudo mais fácil e prazeroso. Para mim essa viagem foi fundamental para resgatar a paixão pela escalada, para aliviar a cabeça e relembrar que o importante da vida é a amizade, a diversão e as experiências únicas que vivemos na pedra, seja ela alta ou baixa.

Aconselho a quem for pro RJ não deixar de conhecer a Urca e levar corda e crashpad, afinal Júnior (nosso crashpad) foi tão utilizado que chegou a ir ao topo do Pão de Açúcar. KKKKKKK!


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Fast Trip - Rio de Janeiro

Mesmo apanhando do computador politicamente correto da Grazi (linux), resolvemos escrever um breve relato do inicio de nossa fast trip pelo Rio de Janeiro. Chegada no aeroporto com meia hora de atraso, Grazi e Leandro nos buscam e ao entrar na sala do apartamento damos de cara com o Doença (Pedro Raphael) que estava pelo RJ escalando. Conversa vai, conversa vem Leandro me convida para jogar PS3 e eu como bom viciado em jogos aceito. Rapidamente Pati e Grazi vão dormir e o Doença se "emputece" e resolve ir tomar um chopp no Devassa (devia ser meia noite) seguido rapidamente pelo Leandro. Como eu estava na pilha de escalar no dia seguinte fui dormir.

Café da manhã digno de hotel, com pão novo e quentinho. Muita conversa na mesa e meu primeiro acidente. Quebrei a xícara de porcelana colonial da Grazi. Saímos eu e Pati com um crash dos grandes, pegamos metro, taxi e em meio a muita gente na rua chegamos na Urca. Munidos do guia de escalada da Urca (por sinal uma belíssima publicação) fomos em busca dos boulders do local. Já na pista Cláudio Coutinho ficamos apreciando as belezas e potencialidades do RJ para escalada. Chega a ser sacanagem com o resto do pais, os cariocas tem praias maravilhosas, montanhas e falésias para todo tipo de escalada e como se não bastasse existem blocos com problemas muito bons. Paramos no bloco do 800 que nos pareceu uma boa ambientação já que estávamos sozinhos. Entramos em dois VIsup um deles da nome ao bloco que saíram com certa facilidade (tirei onda hehehe) porém a decida era complicada e pensei em pular no crash mas fui aconselhado por um passante a descer pela rampa cheia de lodo que dava acesso a outra pedra pois o jump seria de aproximadamente 3 metros. Decidimos malhar dois problemas mais fortes Arestim (VIIc) e Buraco Negro (VIIa). Patricia evoluiu bem no Arestim mas não rolou de passar o crux, eu fiz algumas boas entradas caindo no meio do Buraco Negro e não decifrei nada do Arestim. Os problemas daqui são completamente diferentes de tudo o que já escalamos, com muito equilíbrio, poucas agarras de mão e muita exigência nos pés. Vale a pena demais escalar boulder na Urca principalmente para os iniciantes pois é fácil de achar e a base é incrível.

Escalamos por mais de 2 horas e decidimos almoçar e fazer o turismo básico. Subimos de bondinho ao Pão de Açúcar e podemos apreciar a beleza que só o RJ tem. Já em casa eu e Leandro aderimos novamente ao PS3 e de repente percebemos que as meninas estavam demorando a trazer o rango. Na verdade elas estavam no Bar Devassa, enchendo a cara e quando chegamos haviam atualizado as conversas nos restando falar mal do Batata por algum tempo. Hehehehe!

Hoje o role vai ser num SPA ( sol, praia e álcool) seguido de mais boulders no fim de tarde. Antes que vocês xinguem, o fim de semana sera regado de escaladas tradicionais onde eu e a Pati seremos iniciados nesse estilo de escalada. Detalhe ontem fez sol e hoje o dia ta lindo.

Abração galera, as fotos mandamos mais tarde quando a Grazi chegar para operar essa tranqueira. Hehehehe!


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Rio de novo...

Com a chegada das chuvas o AVPAF parou! Alguns dos membros desistiram da escalada e resolveram voltar para “esportes” da adolescência, mas como não paramos de receber emails, cartas e telegramas pedindo novas atualizações, resolvemos mandar um de nossos membros para a Cidade Maravilhosa com a promessas de atualizações quase que diárias.

Frase de efeito do repórter: “Prometo que nenhum V0 da Urca ficara impune”.

KMON!!! Que os ventos de São Pedro sopre as nuvens para longe e de um dab(zinho) nos boulders. E que os deuses das montanhas iluminem a cabeça desses meninos. Rs!

sábado, 6 de novembro de 2010

K2

Como estou com preguiça de escrever vou deixar apenas as fotos da via K2 que termina nos pés do Cristo.



Queria agradecer a Grazi que montou o excelente roteiro de escaladas pelo Rio, proporcionando conhecer as principais paredes da cidade mesmo com pouco tempo. Ao Leandro que mesmo nos dias de trabalho arrumou tempo para gente poder escalar. A São Pedro que mesmo nós dando um banho na Floresta da Tijuca, deixou que a gente escalasse todos os dias.

Sem palavras para agradecer a receptividade dos dois.




PS: Na segunda (último dia de escalada) ainda fui conhecer a Pedra do Urubu, faltou os boulder. Rs!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

AVPAF na Terra dos Monstros*

Sexta a noite, depois do Festival, começou aquela negociação para saber onde iriamos escalar no sábado, meus amigos "pop's" do Rio começam a querer marcar escalada com "deus e o mundo", Leandro e sua dificuldade de dizer "não", topa tudo. Hehehe! Nesse dia vimos três filmes XC-Open World Series 2009 - Mundial de Paragliding, Platô e Dias de Tempestade. O primeiro foi filmado em Araxá-MG e tinha a participação do Gustavim, que foi para o Festival graças a prefeitura de Araxá (rs), o segundo foi feito pelo Ricardo Cosme que conhecemos em Sete Lagoas, era um filme em formato documentário e contava a história do Platô da Lagoa, um dos muitos lugares para escalar no Rio (Oh, cidadezinha abençoada para a escalada). O terceiro filme foi feito pelo Eliseu Frechou de São Bento do Sapucaí, contava a história da conquista do Monte Roraima, com belas e boas imagens, um personagem caricato (Marcio Bruno) e um bom enredo (leia-se perengue na montanha), foi o que mais empolgou o público e foi o que eu dei como sendo o provável ganhador do Festival.

Escutar de todos os amigos do "casal 20 carioca", que a Passagem dos Olhos tinha uma "puta" caminhada, já me fez esperar pelo pior. Rs! Várias pessoas que moram no Rio nunca fizeram essa escalada porque tem que caminhar muito. Animador isso, não? Mas vamos lá, treinamento patagônico.

Após uma cervejinha furada no final da noite voltamos pra casa para preparar o corpo para o dia seguinte. No outro dia passamos para pegar o Gustavim que iria pegar uma carona para a Barrinha, e "rumamos" para a Floresta da Tijuca (que faz parte do Parque Nacional da Tijuca). Gustavim pegou a trilha para a Barrinha e nos tocamos uma hora e quarenta minutos morro acima até a Pedra da Gávea, quem me conhece deve imaginar o tanto que eu reclamei. Hehehe! E joga a "cordinha" de 70 metros para um lado, para outro, coloca no pescoço... negócio desengonçado é carrega corda de escalada fora da mochila e sobe, sobe... sobe mais um pouco, até finalmente chegar na base da via. A escalada é tecnicamente fácil, mas o que todos temem são as passagens horizontais ou travessias.

Tem até uma história trágica, mas na nossa empreitada de trágico não teve nada, só cômico.

Chegamos na base da via e a Grazi cogitou a possibilidade de não fazer a via, que tinha medo de horizontais e blah, blah... Vejam se pode, caminhar 1h40 carregando equipamento pra não fazer a via? Mas o Leandro usou de toda a sua psicologia e eu prontamente me juntei a ele. As meninas sabem que tenho muita paciência nessas horas. Rs!

Após terminar a via ainda é preciso caminhar um pouco até o cume, pausa breve para curti o visual e comer alguma coisa e nesse meio tempo já começou a mudança de tempo. Começamos a descer a trilha rápido para passar logo pela "carrasqueira", nessa hora encontramos umas 4 pessoas, que mesmo com o tempo mudando continuaram subido. Posso até está enganado, mas eles não passavam uma imagem de pessoas preparadas para aquele perrengue. Acho que eles dormiram no cume, escurecia muito rápido e a tal "carrasqueira" se tornou bem mais difícil com a cachoeira que descia nela. Nessa hora deixei de lado o escalador e desci bem de vagar com a bunda na pedra para não escorrega.

Passado esse momento tocamos trilha abaixo com chuva forte no "lombo", quando chegamos em outro trecho de pedra para descer um grupo grande estava na nossa frente, umas 8 pessoas em uma operação formiga para descer uns trechos de pedra. Eu só pensava: "PQP"! Olhava para cara da Grazi e a frustração era a mesma.

Apenas relaxamos e esperamos, até a hora que conseguimos passar o grupo. O pessoal carregava barraca e os de mais apetrechos para acampar, acho mesmo não sendo permitido eles estavam acampados lá em cima. Existe um grutinha na trilha e eles preferiram aguarda lá ou dormir junto com mais umas três pessoas que já estavam lá se protegendo da chuva.

Aproveitamos a grutinha e pegamos as headlamps e tocamos para baixo. Descemos no breu por causa da mata fechada e da chuva, algumas erradas na trilha, alguns escorregões e 2 horas de caminhada depois encontramos o Gustavim na entrada do parque esperando a gente a uma hora.

Ufa!

Essa hora já nem existe mais condições físicas e mentais para ir no Festival, uma pena porque nesse dia ia passar o filme Nanga Parbat, sobre os irmãos Messner e a conquista dessa montanha.

Perrengue? Não, treinamento patagônico. Hehehe!

domingo, 24 de outubro de 2010

Italianos + Secundo de segundo

Finalmente consegui desembarca no Rio de Janeiro, depois de tanto falar que iria visitar mais esse casal de amigos eles aprenderam uma coisa:

Não me chama, que eu vou!

Cheguei quinta (21/10) direto para o 10ª Festival de Filmes de Montanha ou como algumas pessoas chamam Banff, pego um táxi:

–Para Cinelândia, ao lado do Amarelinho. Vou no Cine Odeon Petrotabras.

Essa era senha para dizer para o taxista. Chego lá e a seção já começou

Ainda deu tempo de assistir dois filmes da seção das 21h da Mostra Competitiva (Slack Brasil e Surf nas Montanhas). Ambos não empolgaram muito. Metro para voltar pra casa, quero dizer para o cafofo da Grazi e do Leandro. Apartamento bem localizado ao lado da Devassa. Rs!

Dia 22 o pessoal sai para vida normal e eu fico em casa igual "gato de hotel", la pelas tantas a Grazi me avisa no gtalk que o Leandro vai voltar para casa para fazermos a Italianos, Face Oeste do Pão de Açúcar, 270 metros de parede até chegar no Bondinho.

Como bom brasiliense escalador de esportiva e boulder, estava só com uma sapatilha apertada (até mandei uma mais folgada para a Grazi ressolar, mas o Fabiano das ressolas estava viajando), juntando a isso a pedra quente, acabei com o meu pé. Rs!

Escalada para se usar bem o pé, pega na "merdinha" e força na perna. O vento ajudou a minimizar o calor, para nossa sorte. Sempre quis fazer essa via, principalmente quando comecei. O melhor de tudo é com certeza o visual, Santos Dumont de um lado, ponte Rio-Niterói no fundo, Cristo do outro lado, mar envolta.

Subir o Pão de Açúcar foi incrível, "mas esse ainda não é o meu Rio de Janeiro". Hehehe!


Esquecemos a câmera e o jeito foi usar o celular

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

RELATO CLIMB TRIP UBATUBA

1º DIA

Trilha sonora selecionada, croqui impresso (obrigado galera da UBT), bagagens e crashpads na “Cocalina”, eu (Esdras), Julio, Alvaro, Rodolfo, Fera e Crash (travesseiro disfarçado de cachorro de pelúcia do Rodolfo) partimos rumo a Ubatuba-SP para 05 dias de muito boulder e descanso (se é que isso é possível em uma trip de escalada). Estrada tranqüila, dia claro de sol, carro bom, fizemos uma viagem confortável graças à alimentação providenciada pela DJ (mãe da galera). Chegamos ao Hostel Tribo por volta de 17h e já fomos recebidos calorosamente com uma proposta de churrasco. Noite regada a violão de Rodolfo, Fera e Sinvaldo (local de Ubatuba), muitos malabares, cervejinha e conversas em diversas línguas, pois havia americano, colombiano, alemã e até uma maluco do Alaska. O hostel é um caso a parte, mesa de sinuca, geladeira com cerveja, internet, piscininha e muita hospitalidade, tudo isso bem próximo à praia e barato.

2ºDia

Acordamos às 7h com o sol invadindo o quarto e com a aflição típica de quem viaja para escalar. Café da manhã e partimos rumo ao Pontão da Fortaleza. Como sempre nos perdemos um pouco, mas encontramos a praia. Caminhando em direção ao pontão, a impressão que dá é que os blocos são poucos e pequenos. De longe avistamos um solitário escalador com seu crashpad entrando na trilha o que facilitou nossa vida. Chegando às pedras a surpresa. O lugar é incrível, muita pedra, todas as inclinações possíveis, agarras inéditas e o melhor, com o mar batendo na borda. Marco (escalador paulista) se juntou ao nosso bonde, pois escalava sozinho. Após Marco, eu e Fera encadenamos o "Chapeleta" (V0) que possui a peculiaridade de ter uma chapa no meio e um topo batido.

Julio e Alvaro já malhavam o "Sertão" (V3) e assim nos juntamos nessa empreitada. Julio mandou o boulder de segunda entrada demonstrando que o maior problema era a virada. Alvaro chegou ao topo e caiu na virada. Assim, sem grandes pretensões me pendurei na borda superior do boulder e isolei a virada, seguido por Fera que quase mandou. Mais estimulado, Alvaro mandou o boulder deixando eu, Rodolfo, Fera e Marco malhando enquanto ele e Julio ralavam no "Pelo Sertão" (V6).
Passamos o restante do dia entrando em diversos problemas como "Van der Waals" (V4), "Tostex" (V2), "Pro Abaulado" (V2), "Bunda no chão" (V2) e conhecendo o lugar. Saímos da pedra já no anoitecer, famintos e fedorentos.

Após o merecido banho partimos para o “centro” de Ubatuba atrás de boa comida. Após 45min esperando um chopp e a refeição desistimos do restaurante Tudo de Bom (shit) e partimos para o self service 100 Miséria onde comemos bem. A noite no Hostel foi regada a cervejinhas, sinuca e muito bate papo. Porém no meio da madrugada desabou um temporal.

Destaque do dia: Tivemos um grande debate sobre como proceder para não entupir o vaso do banheiro, pois o mesmo possuía o diferencial de ter muita água. Após muita discussão de dentro do banheiro uma voz pergunta: - Alguém ai sabe fazer um nó de forca com o fio dental?

3º Dia

O mundo submerso. Choveu a noite inteira e a neblina aliada às nuvens não nos deixaram outra escolha. Partimos para o bar mais próximo onde enchemos a cara de cerveja, jogamos muita sinuca (sagrei-me campeão dos campeões) na companhia de alguns amigos do Hostel. O restante do dia foi de lamúrias, DVDs piratas e de um quase afogamento, pois decidimos ir tomar um banho de mar na Sununga (praia recomendada para surf e skimboard). Tudo isso aconteceu e não era nem 16h quando o macarrão delicioso cozido por Julio após 5 horas seguidas chegou à mesa. Comemos, dormimos, jogamos inúmeros jogos cheios de adrenalina como dados (jogo originário do Alaska) e damas e simplesmente não parou de chover. Fera passou a maior parte do tempo alisando a gata no sofá (não é isso galera, o hostel tinha uma gata preta cega conhecida como Juju). Eu consegui ficar bêbado, ter ressaca e me curar tudo no mesmo dia.

4º Dia

Dia cinzento, ainda chuviscando, resolvemos armar um slack line próximo à praia. Munido da minha tradicional cara de pau fui até uma casa que possuía no quintal de frente para o mar, duas árvores e uma grama aparadinha e pedi autorização que foi prontamente liberada. Passamos a manhã andando de slack, Julio alugou pranchas de skimboard e assim matamos o tempo da manhã esperando que não chovesse. Diante do tempo estável partimos para o Pontão novamente onde enfrentamos a trilha lameada, a maré cheia e a base dos boulders completamente molhada. Ao chegar encontramos um casal com um crashpad e um molinete de pesca. Papo vai, papo vem e o cidadão pediu um crash e uma seg para que ele entrasse em um boulder. Eu prontamente fui até lá e vi uma das maiores cadenas que já presenciei. O escalador Adebas (Adérito), instrutor da Casa de Pedra e pescador acabava de mandar o boulder “Normandia" (V12), em um dia úmido como aquele.

A cadena de Adebas foi inspiradora e assim seguimos escalando diversos problemas destacando a malhação de Alvaro e Julio no "Van der Waals", a surra que tomei na virada do "Mal me Quer" (V3) encadenado por Alvaro e Julio. Rodolfo, Julio e Alvaro mandando o “Presa de Marfim” (V2). De repente o local foi tomado por cangas coloridas dando um tom de Woodstock ao local. Tratava-se de escaladores argentinos e suas respectivas namoradas que estavam de passagem pelo local e escalaram muito nesse dia a ponto de considerar –Tranqüilo - o matador "Van der Waals".

5º Dia

Novamente armamos o slack line na praia, só que dessa vez em um bar para que Julio tomasse seu café da manhã (cerveja às 9:00h). Partimos cedo para a pedra após comprar aquele rango. Após uma entrada finalmente mandei o "Sertão". Julio e Alvaro mandaram o problema “Pro Abaulado” e foram malhar o "Tostex" e o "Pro Bidedo". Segui tomando uma surra do “Mal me quer” e fiz uma boa entrada no ”Pro Abaulado”. Julio evoluiu muito bem no "Van der Waals" e acabou não realizando a virada. Encadenei ainda o "Titanic" (V0) positivão alto com cara de pouco visitado. Alvaro e Julio malharam bem o “Pezinho” (V4), problema alucinante e Rodolfo evoluiu bem no "Morceguinho" (v3).

Chegando no Hostel uma surpresa. Crash estava dormindo abraçado com Caco (o Macaco de Pelúcia do Hostel). Ainda não descobrimos o autor desse vandalismo, mas seguiremos investigando.

6º Dia

Ultimo dia de Trip é sempre uma fome de pedra. Reencontramos Adebas e namorada e um jovem escalador (???) acompanhado dos pais e que mandou muitos boulders que estávamos entrando. Esse dia foi de grandes cadenas, mandei o "Facinha" (V0) e finalmente o “Mal me quer”, Julio mandou "Van der Waals", "Monoselha" (V3), "Tigela de Açaí" (v1); Alvaro mandou "Longa Metragem" e o "Monoselha" e Rodolfo como sempre bundou nas viradas do "Sertão" e do "Longa Metragem" (V2), Fera mandou o "Sertão" e ficou malhando o "Tigela de Açaí" seguido por mim e pelo jovem escalador . A pele dos dedos já não agüentava mais nada nos levando a apelar para o SuperBonder e para o esparadrapo (após uma aula com o Professor Adebas).

Quando finalmente eu achava que ia mandar o “Pro abaulado” cai tocando a última agarra do boulder o que me deixou indignado e com o braço inteiro ralado. Julio também caiu já próximo ao domínio do “Pezinho” (V4). Podemos ainda pescar, ver tartarugas verdes e outras coisas que só a convivência na pedra propicia. Já era noite quando Alvaro quase mandou o "Bote" (V4) localizado na lateral do "Van der Waals" provando que sua especialidade é reglete.

Enfim deixamos a pedra com os dedos pingando sangue e felizes por termos vivido 5 dias de muita escalada e diversão. Além das lições, movimentos e novas amizades, chegamos à conclusão que os V2 de Ubatuba são muito mais difíceis que os V3. Hehehe!
O retorno pra casa foi tranqüilo , porém nos iludimos com uma placa que informava POSTO JK a 90 km quando ainda estávamos antes de Catalão-GO. Resultado, andamos o tempo todo com o painel indicando que de forma decrescente a autonomia de combustível. Era noite, estávamos no meio do Goiás sem nem uma luz próxima a não ser o cerrado em chamas. Chegamos a um posto de gasolina desativado onde descobrimos que a 6 km para frente encontraríamos combustível. Foram cerca de 1h de tensão até estarmos com o tanque e com o estômago cheio.

Para quem ainda diz que viajar para fazer boulder é prejuízo fica a experiência.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Momento Intercine na Trip do AVPAF

Juventude,
Como vocês sabem, estamos na nossa boulder trip em Ubatuba. Ontem pudemos desfrutar de um belo dia de sol, que será relatado depois. Contudo, hoje, depois de passar o dia de hoje inteiro jogando sinuca e enchendo a cara no buteco, pois a chuva não deu um minuto de trégua, chegamos a um impasse e precisaremos de sua opinião para saná-la.

A previsão do climatempo para amanhã:


Sendo assim, podemos sair daqui rumo a São Bento do Sapucaí (previsão de sol), ou acreditar que conseguiremos escalar depois de amanhã, aproveitando para praticar esportes não convencionais como o skinboard e fazer uma incrível visita ao aquário da cidade!

Participem e ajudem o AVPAF nessa difícil decisão!!

domingo, 18 de julho de 2010

"Ta bloqueado"

Ontem foi um misto de blefe com dia bom de escalada, todo mundo meio cansado do ritmo de escalada das últimas semanas, mas como somos brasileiros...

Já no Mocó encontramos o maluco da Ibiti (que não sei o nome) e o Leite, além de mais algumas pessoas que não conhecia. Estavam no “V2 do Fax”, apesar das promessas de não entrar mais nesse boulder acabei [Alvaro] dando um “peguinha”, ou melhor, levando uma surrinha. Como dizem: “esse ta bloqueado”. Júlio levou sua surrinha do boulder ao lado (“Massa Encefálica”) e o Fera fingiu de desentendido e não entrou em nada.

Então os “moleques” foram mostrar o “Moai” que eles estavam malhando, legal ver outras pessoas escalando para entender legal as linhas. Algumas entradas sem muito futuro e resolvemos dar uma volta. KKKKKKK! Mais blefe impossível.

Enquanto Júlio e Fera foram dar a volta deles, resolvi dar “seg” para uma menina que escalava sozinha o bendito “V2 do Fax”, detalhe sozinha e sem magnésio [Haja!], pelo menos tinha crash. Hehehe!

Mas algumas estradas nele, tentei passar uns betas pra menina, mas como não rolou, nem pra ela nem pra mim, aproveitei que o sol baixou para entrar no tal do “Abajur”, que o Júlio mandou semana passada e não sabíamos o nome. Não achei difícil, deve ser V2 mesmo, a agarra da direita é meio “machuquenta”, mas demorei mesmo foi encaixar os pés, devo ter gasto umas cinco entras ou mais pra mandar. [Burro!]

Mais umas entradinhas no “Moai” e partiu! Que os dedos já estava sem pele.

No estacionamento do Mocó ainda esperamos os amigos da menina (Lorena) voltar da via que tem lá perto (“Cachorrona”), o amigo vulgo Marcelo Carioca, já velho conhecido do AVPAF.

Já na estrada de volta quando passavamos pela entra da pedra do Saci uns seis carros parados na pista, resolvemos dar uma chegadinha lá pra cumprimentar a galera (que tinha até dois mineiros Cabelim conhecido de Araxá e Feio vulgo Bomba Atômica Hehehehe!). Parabéns Feio pela cadena do “Rasta Chronic”, achei o boulder muito clássico, já tinha visto a linha, mas não sabia o nome.

O Pedro “Doença” e o Danielzinho estavam isolando o “Novo Saci Sentado” já que umas das principais agarras do boulder quebrou, antes V11, agora V...

Ainda dei uma gastada de pele no “Rasta Chronic” [A parada é hard!], o Júlio deu uns peguinhas com o Doença e o Danielzinho, então resolvemos ir embora.

Como ainda estou sem câmera o nível de imagem do AVPAF anda cada dia pior. Hehehe!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Relato 3 em 1

04/07/2010

Ultimamente anda muito difícil relatar os bondes do AVPAF, pois estamos conseguindo manter a freqüência de 2 vezes por semana na pedra. De forma resumida destacamos no domingo o retrasado o encontro com a galera do No Dab no Setor Casa da Cobra/Florestinha. Muitos betas, risadas e aprendizados. Nesse domingo rolou uma grande evolução de Luiz (Francês) que mandou o Floresta (V 3/4), Pati, Julio e Batata ralaram a mão no Força Vetor/Praia. Eu e Fera evoluímos bem no Papai Noiou/Caçador de Sonho (V 2/3). Podemos ainda ver Rita em seu segundo bonde para a pedra malhando o Bem Vindo à Casa da Cobra (V 0/1) e uma travessia não graduada.

08/07/2010

Após um início de semana corrida na qual estive em Salvador –Ba e Pati em João Pessoa-PB resolvemos pedir aquela folguinha no trampo, Júlio de férias do banco e Álvaro como empresário também estavam livres. Quinta feira, partimos Eu (Esdras), Julio, Álvaro e Pati novamente para Cocalzinho-Go destinados a conhecer a pedra do Gol.

De cara ficamos impressionados com a base e com a abrasão da pedra (machuca mesmo). Entramos em um boulder no início da pedra que corresponde a entrada do Gol de Pênalti. Após algumas entradas Julio resolveu o boulder Na Trave (V3) e um outro problema ao lado esquerdo deste que ao que tudo indica é mais difícil que o Na Trave, porém não sabemos o nome (quem puder ajudar, é só comentar ai). Isso após um jejum de cadenas de algumas semanas para o garoto.

Pati, eu e Batata ficamos malhando o Na Trave com uma boa evolução de Pati e Batata. Por fim Julio permaneceu ralando no Gol (v5) sem descobrir como fazer. Eis que no fim de tarde, após algumas entradas, raiva e revolta de Batata ele finalmente mandou o problema ao lado do Na Trave com direito a gritinho e tudo mais. Seguindo a direita desta pedra existe um negativo com uma árvore no qual me aventurei em um boulder interessante mas extremamente machuquento que pôs fim a minha pouca pele.

Ainda deu tempo de Julio mandar um boulder kármico em sua vida, o Mãos ao Alto (V2) considerado por muitos e por mim mesmo um dos V2 mais chatos e lendários de Cocal. Eu mais uma vez entrei e nada de resolver embora eu saiba cada movimento, cada pega falta algo ainda.

11/07/2010

Domingão ensolarado, a mão ainda em recuperação da quinta feira, partimos Eu, Pati, Julio, Dani, Batata e La Cocalina para o Mocó. Após o aquecimento em uma pedra logo na trilha com um boldereco simples e do encontro inusitado com uma cobra coral (sabe Deus se falsa ou verdadeira) partimos para o bom e velho V2 do Fax.

Esse boulder é motivo de revolta para Batata, Pati e Dani que sempre malham, evoluem e levam uma surra fenomenal. Eu como fracote da galera sequer realizo a saída com êxito. Passamos cerca de 2 horas assistindo apenas a cadena de Julio que já havia mandado o boulder. Dani por muito pouco não mandou o problema em duas entradas que deixaram a platéia calada (falta pouco baixinha). Julio tentou ainda o boulder ao lado direito do V2 do Fax, uma linha lateral, com direito a agarra de ombro que também não sabemos o nome.

Já na partida para o Gol, tentei sem sucesso um boulder com uma fenda em um teto ainda na pedra do Fax, porém sem sucesso. Julio entrou e mandou o problema de uma forma extremamente grosseira com direito a montê e a um foothook alto e exposto.

No Gol, Dani mandou o boulder de saída do Gol de Pênalti. Álvaro após dias assistindo a filmes no youtube, mandou fácil o Na Trave (V3) reclamando muito (afinal acabava de levar uma surra de um V2 e encadenou um V3). Pati após queda fora do crash, choro e hematoma na bunda, mandou o Na Trave. Quando ela já se dava por satisfeita ouviu meu conselho de marido, treinador e torcedor ( tem que aproveitar a vibe de uma cadena e entrar no outro) e entrou no boulder à esquerda do Na Trave, primeira tentativa e quase. Segunda tentativa e cadena com direito a tremores e adrena na virada.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tá achando escalar difícil?

Sabe aquele dia que você não escala nada, mas que acaba sendo legal? Pois foi o que aconteceu no domingão em Cocal.

Fomos Dany e eu, apresentar a escalada em boulder para um casal de amigos que não escala, Lú e Arthur (conhecido no submundo do crime como "Discípulo Gafanhoto"). Mesmo sabendo que não é o lugar ideal para uma 1ª impressão da escalada, optei por Cocal pela preguiça de carregar os equipos pra escalar vias e pelo horário que saímos de casa (umas 10:30 da manhã), pois a dupla de animados estava participando de uma corrida de 5 Km na Esplanada.

Chegamos na Casa da Cobra/Florestinha, onde a Dany entrou no "Ao Lado do Benvindo" (V2), evoluindo bem, mas ainda tendo dificuldades na saída do abaulado. Eu acabei entrando "Força Vetor/Praia" (V4), o qual havia entrado com muita facilidade na semana passada e levei uma surra sem precedentes do 1º move dinâmico do boulder (que também ficou pra próxima).

A grata surpresa do dia ficou por conta dos dois estreantes, que em sua 1ª incursão a Cocal e à escalada, propriamente dita, finalizaram o "positivão" que fica na pedra do "Pingue Pongue". Ainda fomos ao Mocó, pra Dany entrar no "V2 do Fax", que quase saiu na 1ª entrada. Lú e Arthur viram que nem só de facilidades vive um escalador iniciante, e passaram um perrengue no "Fendinha" (V1), mesmo passando muito bem pelo seu começo e fazendo força, de verdade, pra entalar a mão da fenda.

Vocês devem estar pensando no quão sem graça foi esse post car@s leitores, mas a graça e a razão, dele ter sido escrito está no detalhe das fotos (que mais uma vez não estão com a melhor qualidade, devido à internação de um dos membros do AVPAF - a Câmera do Batata).

Relacionando o que vi neste domingo com o relato do domingo passado que o Esdras escreveu, e que versava acerca da frustração que a escalada pode gerar e que devemos manter o ânimo e, simplesmente, "escalar por escalar e pelo prazer de estar junto à natureza", mesmo quando as cadenas não ocorrem, vejo que não temos nada do que reclamar e que é só a gente querer, que as coisas acontecem.

Prestem atenção nas fotos, principalmente as que tem o Arthur, e procurem algum motivo/detalhe para vocês pensarem positivamente também!

Lú e Arthur, valeu a presença, o exemplo e aguardamos vocês novamente nos bondes!

Keep Climbing!!


Mais fotos !



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Relato de Domingo

Domingão fomos mais uma vez para Cocalzinho-GO escalar boulders (eu [Esdras], Pati, Julio, Dani e Sérgio). Casa da Cobra/Florestinha (duplicidade local de nome do setor- nem me pergunte porque) foi o setor escolhido. De cara vi que o dia seria trash para mim, afinal tentamos um boulderzinho V0 que saiu para todos menos para mim. Assisti ainda a cadena de uma travessia no mesmo bloco realizada por Julio e Sérgio e com boa evolução da Pati.

No bloco do “Bem Vindo a Casa da Cobra” ( v1 /v2) onde Dani destravou seu karma e mandou o boulder. Tentamos o boulder Ao Lado do Bem vindo (v2) onde rolou a cadena primorosa de Pati, seguida por Julio (que nunca havia mandado o boulder) e por uma boa evolução de Sérgio. Eu mais uma vez fiquei na derrota.

Já na clássica pedra Julio entrou na parceria de dois escaladores que malhavam o Força Vetor/Praia (V4 também com nome duplo) e por falta de animação não mandou o boulder que por sinal tem uma linha linda. Partimos para o Floresta (v3/v4) onde Julio atropelou de terceira entrada.

Enfim foi um dia de grandes cadenas para Dani, Julio, Pati e Sergio e um dia péssimo para mim. Não vou ficar chorando mágoas e falando de como se manter motivado para escalar, mas posso dizer que este dia foi talvez a maior lição de como escalar pode ser frustrante para alguém. O lance é focar o treino, engrossar os dedos e resgatar o prazer de estar simplesmente escalando junto à natureza.




Nota do editor: Acho que o sol estava tão forte que o autor trocou sábado por domingo. Hehehehe!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Diário Cultural AVPAF em Sampa

Dia 3 de junho de 2010

Mais um dia comum para a maioria dos brasilieros, que puderam desfrutar do feriado de Corpus Christi (que muitos aproveitaram para "emendar" no final de semana).

Eu (Júlio) como bom escravo do capitalismo, trabalhei normalmente no feriado aqui em São Paulo, como vem correndo em todos os finais de semana e feriados, há mais de um mês.

Contudo, como bom filho de Deus, aproveitei a festinha feita em homenagem ao Filho mais Ilustre e fui pra tomar um chopp em uma das esquinas mais conhecidas da cidade, lá onde cruza a Ipiranga com a Avenida São João (a da musica, mesmo!).

Ao entrar no Bar Brahma, que sempre tem uns 3 tipos de shows no dia (um cara tocando MPB, um jazz de primeiríssima qualidade e uma atração mais conhecida), me deparei com um cartaz que me chamou a atenção:

"Hoje, show com Wando"

Isso mesmo querid@s leitores (as)! Um show com o homem do "Chacundum", o "cantor mais erótico do Brasil", o tenaz "cafungador de calcinhas"!

Como não poderia deixar de ser e, sendo o AVPAF o seu blog de atualizações culturais, técnico-científicas, esportivas e "besteirólicas", conferi o show, regado a muito chopp e gritos de mulheres ensandecidas sempre que ele jogava uma rosa, ou agradecia as calcinhas atiradas ao palco (algumas delas ainda mornas, segundo ele).

Ouvi diveros sucessos clássicos do brega romântico nacional, entre eles:
"Fogo e Paixão", "Deixa eu te Amar" e "Meia de Seda". Infelizmente não foi possível tirar uma foto com o "popstar da undewear", devido à quantidade de gente envolta do cara e do meu atual estado de embriagues após 3 horas de chopp.

Segue uma lembrança do show, pra galera aproveitar o clima romântico do dia dos namorados! KKKKK!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Bêra é do gueto – Cocalzinho – Setor Esparadrapos

Bonde formado, dia lindo e todos no horário (incrível Bêra, Rosinha, Dani, eu (Esdras) e Pati todos prontos na porta da minha casa às 8h). Partimos para Cocalzinho com a missão de fazer o Bêra escalar boulders que ele nunca escalou. Para quem não sabe Rodrigo Bêra é um “escalossauro nanicus” responsável pela a abertura de inúmeras vias em Belchior e Fercal e pasmem, já abriu boulders clássicos em Cocalzinho com parceiros antigos. Ele também é proprietário do Muro de Escalada da IBITI onde treinamos.

Todo mundo sabe que não tenho muito referencial e senso de direção, mas segui os betas da galera de Goiânia e pelas lembranças das rochas do vídeo “The Firsts” achamos o setor. De primeira entramos em um boulder simples que apresentava marcas de magnésio. Bêra mandou rápido e eu, Rosinha e Pati mandamos na sequência. Dani se enrolou e mandou de segunda.

Entramos em seguida numa linha ao lado do “Porpechens i’m sorry” (vide The Firsts) , Bêra mandando à vista, Rosinha mandando de segunda, Pati de segunda, eu e Dani ralamos mas mandamos.

Após isso Bêra e Rosinha mandaram um High Ball enorme e com a base tensa, mas mostraram domínio da adrena pois o resto do bonde não encarou.

É claro que achar os boulders não foi fácil, íamos pelo instinto e pelas marcas de magna. Em uma pedra sem marcas, negativa com regletes perfeitos e agarras diversas, Bêra enxergou e mandou à vista uma linha.Porém percebemos que na agarra de saída havia uma setinha branca desenhada, Pati chegou no fim mas não dominou (bundou por insegurança kkk), eu isolei todos os moves, machuquei a mão e não mandei, Rosinha e Dani evoluíram e nada. Vendo o vídeo depois e pesquisando no 8ª.nu descobri que malhávamos o boulder “Síndrome de Jah” (V5), uma linha incrível.

Em frente a esse boulder havia uma aresta com uma agarra meio quebrada, Bêra mandou, eu entrei e quando fiz a saída a agarra inicial saiu inteira na minha mão. Outra vez vendo o vídeo percebi esse era o boulder “Até lá em cima” que agora está sem a agarra de saída (desculpem os conquistadores, a linha é muito legal).

Finalizando, fomos a um bloco negativo com uma saída em cristal e com regletes rasos como facas onde o Prof. Bêra enxergou uma linha hard e muito bonita, daqueles boulders de 4 movimentos. Não havia marcas de magna e apenas Bêra e Pati tentaram o que para mim deve ser um V6 ou mais, mas não rolou.

Voltamos para casa felizes pelo dia de escalada e pela oportunidade de disfrutar de um novo setor com boulders divertidíssimos e na sombra. Os únicos defeitos do local são: o excesso de insetos e bases um pouco tensas, com pedras pontiagudas e de difícil caminhada difícil, pois o mato encobriu boa parte das trilhas.

Deixo um agradecimento pra galera que fez o vídeo “The Firsts”, massa demais poder se orientar e descobrir linhas.

Fotos do Bêra:

terça-feira, 11 de maio de 2010

Não escale no Dia das Mães


Sabádo 08 de maio, sol, céu sem nuvens e véspera do dia das mães partimos eu (Esdras), Pati e Álvaro para Cocalzinho-GO no outro carro Rodolfo e Monique (isso mesmo galera, Rodolfinho na pedra de novo). Já dentro do parque percebemos que aquele sábado era especial mesmo. Todos os setores com carros estacionados e da pista se via a galera tentando boulders.

Partimos para o Mocó, pois eu nunca havia escalado ali. Após um rolê de reconhecimento decidimos entrar no Fendinha (v1). Eu já queria a um tempo tentar esse boulder mas nunca o menosprezei. Já a Pati (que está forte pra caraio) chegou dizendo:

-Vamos entrar nesse ai pra aquecer.

Conforme vi no vídeo, fiz a saída de pé e mandei fácil, porém utilizando um “cabeção” que rola na fenda ao lado. Como tudo tava muito fácil e haviam duas agarras de saída abaixo, Pati fez o SDS do boulder o que me obrigou a entrar de novo e fazer a linha SDS e sem utilizar agarras ao lado.


Álvaro entrou no boulder saindo sentado e encadenou utilizando um pé no diedro. Após protestos ele repetiu o boulder. Já Rodolfo fez uma saída alternativa (até agora não entendi, era meio sentado, meio em pé usando uma agarra longe) e blefou no meio do boulder.


Mesmo com o sol castigando resolvemos experimentar o “Mãos ao Alto” (V2), um clássico com uma saída diferente e um tetinho que dá o nome ao boulder. Álvaro deu um primeiro pega e não se encaixou bem. Pati também deu um primeiro pega e nada e de repente um fato inédito. Eu (mundialmente conhecido como fracote) me encaixei no boulder e evolui bem, mas cai após o teto. Rodolfo também tentou e realizou a saída, mas ficou sem reação no teto. Assim, após inúmeras tentativas, senti que ia rolar de mandar o boulder.


Partimos para o “V2 do fax”, boulder curto cerca de 4 movimentos com uma saída horrível. Álvaro malhou muito e ficou bem, porém sem fazer a saída. Pati também saiu do reglete e evoluiu, mas sem cadenas. Rodolfo e eu experimentamos o boulder, mas nenhum dos dois se moveu.


Voltamos ao “Mãos ao Alto” já no final da tarde sem o sol. Álvaro após duas entradas se arrumou e encadenou o boulder, Pati e Rodolfo ficaram na mesma e eu cheguei a evoluir um movimento, mas nada de cadena. E finalmente Monique colocou a sapatilha e deu uns pegas no Mãos ao Alto.


Para finalizar fomos para a Casa da Cobra onde tentamos o “CockPit” (v3) e apresentamos o Assassino de Playboy (V2) para o Rodolfo. Álvaro tentou diversas vezes o “Ping Pong” V5 (iniciando em pé V4) e em uma dessas tentativas me arremessou contra a pedra onde bati a cabeça e ralei as costas, ele finalmente alcançou o fim do boulder, mas não dominou.


Passamos a noite em uma pousada em Pirinópolis num quarto para 5, abandonando assim a idéia de dormir em barraca, pois a diferença entre o preço do quarto e do camping era muito pequena. Pizza, feirinha de artesanatos, presentes pra mamãe e uma noite mal dormida.


No dia seguinte, Rodolfo e Monique partiram para o almoço de Dia das Mães e nós ficamos novamente no Mocó. Entrei no “Mãos ao Alto” e cheguei no domínio do boulder por 3 vezes seguidas mas não encontrei um pé que me auxiliasse (sabe aquela sensação de estar a menos de 10 cm de uma agarra e não alcançar?). Álvaro evolui no V2 do Fax mas ainda não encontrou a resposta para a saída e Pati finalmente conseguiu evoluir no Mãos ao Alto chegando à agarra após o teto. Ainda acho que não encadenei pela culpa de estar escalando no Dia das Mães.


Voltamos voando para casa, pois eu e Pati ainda almoçaríamos com minha família provando que não sou tão desnaturado assim hehehe. Passei o domingo lembrando daquelas apresentações que se faz na escola quando se é criança.


“(...) mamãe, mamãe , eu me lembro o chinelo na mão
O avental todo sujo de ovo
Se eu pudesse eu queria outra vez mamãe
Começar tudo, tudo de novo”

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Night Climbing – O Blefe

Nessa época do ano Brasília e região são conhecidas pela seca implacável que se estende por até 100 dias sem uma gota de chuva. Esse fato torna a região um paraíso para quem escala. Fim de semana cheio de festas e compromissos nos levarão a montar um bonde noturno na sexta-feira para Cocalzinho-GO onde estamos fissurados por alguns boulders.

Tudo perfeito, 4 crashs enormes no carro, comida, eu (Esdras), Pati, Julio, Dani e Álvaro partimos às 19h de um dia sem nuvens. Tudo estava perfeito até a chegada no Parque dos Pirineus onde começou a chuviscar, nada que nos desmotivasse.

Porém, ao estacionar o carro na Casa de Cobra fomos surpreendidos por pancadas de chuva que pareciam sacanagem. Choveu forte e ficamos no carro naquela de ir embora ou esperar São Pedro parar com a ironia.

Com a trégua da chuva (coisa de uns 15 minutos) fomos tentar escalar, malhamos o boulder Fissura (V4/V5) e Julio tentou uma travessia estranha que podemos dizer que é um pedaço do boulder “Pôr do Sol na Casa” ou algo assim. Com apenas alguns minutos de chuva tudo estava molhado. O boulder “Papai Noiou” contava com uma ave que descansava em sua agarra de saída e o resto tudo babado, nem mesmo o ratão saiu de sua toca para tentar roubar comida.

Voltamos para Brasília (particularmente eu estava indignado) com aquela sensação de derrota de quem gastou gasolina, sujou o carro e ainda por cima não escalou nada.

Sim eu sei que quem acompanha o blog deve ter lido a gente dizer:

–Em Cocalzinho não chove!!!

Porém tem coisas que só acontecem com a galera do AVPAF.


terça-feira, 20 de abril de 2010

Santa semana ou Semana Santa?

Semana Santa prolongada, enfim férias para escalar. Preparação, após a quaresma sem cerveja, uma semana sem carne (não por motivos religiosos e sim para preparar o paladar para a carnívora Curitiba-PR). Partimos eu (Esdras Daniel) e Álvaro no sábado 03/04 para nos encontrarmos com a Pati e família em Curitiba. Como de costume saímos do aeroporto direto para uma churrascaria maravilhosa onde ouvimos as novidades da família "Chagas Neves" e aumentamos a pança.

Já em casa a decisão: –Partiu Corupá!

Descemos até Jaraguá do Sul, seguimos um motoqueiro até a casa onde iriamos pernoita, na casa de Julia Coral, amiga dos velhos tempos de movimento estudantil e que agora é uma mega empresária do ramo farmacêutico. Já no apartamento de Julia tive tempo de tentar diminuir a má impressão que os pais da Julia tinha de mim (história antiga - fui pego em flagrante utilizando o banheiro proibido da casa de Julia quando ela dividia o apartamento com a irmã).

Em plena madrugada acordamos com um tiroteio enorme, na verdade queima de fogos da igreja em comemoração a páscoa. Na manhã, em meio ao tempo chuvoso podemos observar a bela e pacata Jaraguá do Sul – SC situada em um vale. O tempo chuvoso não nos impediu de ir até Corupá-SC (próximo cerca de 30km) em busca do novo expoente da escalada esportiva no Brasil, aproveitamos e carregamos Julia para junto da natureza. Nos perdemos em Corupá por acreditarmos que bastava perguntar onde ficam as cachoeiras (não sigam as placas que indicam “rota das cachoeiras”) e descobrimos que a região é riquíssima em eco-turismo. Ao perguntarmos onde fica a cachoeira do Braço Esquerdo fomos guiados por um novo motoqueiro até o bairro Ano Bom onde após a ponte é possível seguir as placas indicando cachoeira.

Chegamos ao pé da serra onde existe uma estrutura de camping e bar e fomos informados que a propriedade do Senhor Paust (conforme indicado no croqui e nas informações cedidas pelo amigo Dani Casas) era logo acima seguindo a estrada. Uma placa no inicio da subida “use a 1ª marcha” deve ser levada a sério principalmente se você estiver em um carro 1000. Chegando lá em cima fomos recebidos pelo Senhor Paust que além de um grande anfitrião entende tudo de escalada (o cara sabe a localização e graduação das vias e até o nome dos conquistadores).

O lugar é um caso a parte, menos de 100m entre o bar, área de camping e a base das vias. Rio passando por baixo da pedra e uma rocha que parece um muro de academia. Rocha do tipo conglomerado com seixos que fazem lembrar um muro de resina. Infelizmente a chuva não dava um tempo e mesmo com tudo molhado entramos na Anônima 6ºsup. É engraçado como esse tipo rocha engana, parece ser cheio de agarras, mas na hora é pura ilusão. Escalei mal (novidade?) e Pati e Alvaro tocaram com direito a corda travada e reclamações. A rocha úmida estava inviável então aproveitamos os pastéis e trocamos uma idéia com uma galera acampada que vinham de Floripa, mas na verdade eram Brasilienses que treinaram em um passado não muito distante com Bêra e Horse (eita mundo pequeno).

Voltamos à Curitiba no final de tarde e pegamos um engarrafamento que demorou 02 horas para fazer 15 KM. Álvaro dormiu boa parte do caminho e sobrou para Pati escutar todas as minhas reclamações e impropérios. Chegamos em casa, muito frio que foi resolvido a base de um delicioso macarrão e vinho.

Anhangava – Mais um fiasco brasiliense

Dia seguinte, muitas nuvens, neblinas e afins mas estávamos decididos a escalar. Partimos para Quatro Barras – PR para tentar escalar no Morro do Anhangava. Paramos em uma padaria , compramos e pagamos o lanche (atentem para essa parte). Uma breve parada para conhecer o Abrigo 5.13 onde fomos recebidos muito bem e podemos ver uma ótima estrutura para ficar.

Seguimos para a base do Anhangava onde liguei para o Chiquinho (Luiz Hartman, da empresa Alto Estilo) que nos mostrou de longe onde deveríamos escalar. Subimos a trilha em aproximadamente 20 minutos de caminhada hard com direito a Patricia passando mal e lá em cima olhamos as vias. Decidimos por uma que parecia acessível porém após tentativas de Álvaro e uma breve subida minha para ver desistimos. O tempo fechou e começou a garoar, bateu a fome e pasmem o lanche que pagamos ficou na padaria. Com fome e chuva fizemos um rolê na base das vias e decidimos ir embora.

Faço aqui a promessa, só subo o Anhangava de novo com alguém que saiba a localização das vias e que nos ensine a escalar na aderência. Não adiantam croquis, guias etc... Quero ver ao vivo alguém equipando.

Resina para afastar a preguiça

O dia seguinte ao nosso fiasco de escalada foi de muita chuva e passamos embaixo das cobertas. Decidimos então dar um pulo na loja Casa do Montanhista e conhecer a Campo Base. A loja da Campo Base, recém inaugurada sob a direção de Luize e Chiquinho e contando com o vendedor Eduardo (personagem de nosso relato de ano novo) conta com ótimos equipamentos a um preço bom. Aproveitei para comprar uma Sapatilha Bandit da Evolv e Álvaro um boné de escalador playboy. A noite retornamos para a academia para aproveitar um treino.

A estrutura da Campo Base é de babar: slackline de uns 15m, área de boulder, vias em top rope e guiadas até 9º grau. O frio estava dificultando mas escalamos muito na resina com direito a muita conversa com a galera local.

Enfim escalada

Pegamos o Tiago (curitibano morando em Brasília e sofrendo de saudades da terra) em casa e fomos para a casa do Chiquinho na Base do Anhangava (lugar onde qualquer escalador gostaria de morar). Conhecemos as instalações da fábrica da Alto Estilo onde pegamos nossos crashpads encomendados pelo Gil e compramos umas calças de flanela pra agüentar o frio. Deixamos o carro no Abrigo 5.13 e pegamos a trilha rumo aos Castelinhos. Setor de boulder irado, muito granito, sem agarra e só na aderência. Entramos em alguns boulders, arestas, abaulados com cristais sinistros e voltamos correndo para Curitiba a tempo de despachar o Álvaro para Brasília no Aeroporto.

Eu e Pati passamos ainda mais 3 dias em Curitiba escalando garrafas de vinho e muita carne.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

The Police in Cocalzinho-GO

Após três finais de semana seguidos fazendo boulder em Cocalzinho-GO comecei a temer pelos rumos da equipe do AVPAF. Sempre falamos em escalar todo e qualquer estilo, porém os boulders estão viciando até nossas representantes femininas.

Antes escalavámos boulder como desculpa em razão das chuvas, porém o entusiasmo é tão grande que já fizemos um night climb, compramos crashs, estragamos o carro na estrada de terra do parque e principalmente destruimos a pele das mãos nos blocos de Cocal.

Assim pedi ajuda a um dos mestres do Rock’n Roll o Sr. Sting e juntos estragamos Roxanne na tentativa de resgatar os amigos deste vício. Aos hereges que não conhecem esta música sugiro que baixem e escutem toda a discografia do The Police ou escutem a música abaixo.




Roxanne (The Police)

Composição: Sting
Decomposição: Esdras


Roxanne, you don't have to put on the “head lamp”
Cause rains are over.
You don't have to make a “night climb”.
Roxanne, you don't have to wear the anorak
Walk in “Cocalzim” for nothing.
You don't care if it's wrong or if it's right

Roxanne, you don't have to put on the head lamp
Roxanne, you don't have to put on the head lamp
Put on the head lamp, put on the head lamp
Put on the head lamp, put on the head lamp
Put on the head lamp, oh

I know another place ya
where we can climb ya
I have to show and you need know
Sportclimb in Fercal or Belchior.

I know , I’m not your Dad.

So put away your crash pad
Told you once I won't tell you again it's a bad way

Roxanne, you don't have to put on the head lamp