terça-feira, 12 de abril de 2011
Partiu Rio?? (parte 1)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Climb Trip Rio - continuação
Dia 3
Dia 4
sábado, 6 de novembro de 2010
K2
Queria agradecer a Grazi que montou o excelente roteiro de escaladas pelo Rio, proporcionando conhecer as principais paredes da cidade mesmo com pouco tempo. Ao Leandro que mesmo nos dias de trabalho arrumou tempo para gente poder escalar. A São Pedro que mesmo nós dando um banho na Floresta da Tijuca, deixou que a gente escalasse todos os dias.
Sem palavras para agradecer a receptividade dos dois.
PS: Na segunda (último dia de escalada) ainda fui conhecer a Pedra do Urubu, faltou os boulder. Rs!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
AVPAF na Terra dos Monstros*
Escutar de todos os amigos do "casal 20 carioca", que a Passagem dos Olhos tinha uma "puta" caminhada, já me fez esperar pelo pior. Rs! Várias pessoas que moram no Rio nunca fizeram essa escalada porque tem que caminhar muito. Animador isso, não? Mas vamos lá, treinamento patagônico.
Após uma cervejinha furada no final da noite voltamos pra casa para preparar o corpo para o dia seguinte. No outro dia passamos para pegar o Gustavim que iria pegar uma carona para a Barrinha, e "rumamos" para a Floresta da Tijuca (que faz parte do Parque Nacional da Tijuca). Gustavim pegou a trilha para a Barrinha e nos tocamos uma hora e quarenta minutos morro acima até a Pedra da Gávea, quem me conhece deve imaginar o tanto que eu reclamei. Hehehe! E joga a "cordinha" de 70 metros para um lado, para outro, coloca no pescoço... negócio desengonçado é carrega corda de escalada fora da mochila e sobe, sobe... sobe mais um pouco, até finalmente chegar na base da via. A escalada é tecnicamente fácil, mas o que todos temem são as passagens horizontais ou travessias.
Tem até uma história trágica, mas na nossa empreitada de trágico não teve nada, só cômico.
Chegamos na base da via e a Grazi cogitou a possibilidade de não fazer a via, que tinha medo de horizontais e blah, blah... Vejam se pode, caminhar 1h40 carregando equipamento pra não fazer a via? Mas o Leandro usou de toda a sua psicologia e eu prontamente me juntei a ele. As meninas sabem que tenho muita paciência nessas horas. Rs!
Após terminar a via ainda é preciso caminhar um pouco até o cume, pausa breve para curti o visual e comer alguma coisa e nesse meio tempo já começou a mudança de tempo. Começamos a descer a trilha rápido para passar logo pela "carrasqueira", nessa hora encontramos umas 4 pessoas, que mesmo com o tempo mudando continuaram subido. Posso até está enganado, mas eles não passavam uma imagem de pessoas preparadas para aquele perrengue. Acho que eles dormiram no cume, escurecia muito rápido e a tal "carrasqueira" se tornou bem mais difícil com a cachoeira que descia nela. Nessa hora deixei de lado o escalador e desci bem de vagar com a bunda na pedra para não escorrega.
Passado esse momento tocamos trilha abaixo com chuva forte no "lombo", quando chegamos em outro trecho de pedra para descer um grupo grande estava na nossa frente, umas 8 pessoas em uma operação formiga para descer uns trechos de pedra. Eu só pensava: "PQP"! Olhava para cara da Grazi e a frustração era a mesma.
Apenas relaxamos e esperamos, até a hora que conseguimos passar o grupo. O pessoal carregava barraca e os de mais apetrechos para acampar, acho mesmo não sendo permitido eles estavam acampados lá em cima. Existe um grutinha na trilha e eles preferiram aguarda lá ou dormir junto com mais umas três pessoas que já estavam lá se protegendo da chuva.
Aproveitamos a grutinha e pegamos as headlamps e tocamos para baixo. Descemos no breu por causa da mata fechada e da chuva, algumas erradas na trilha, alguns escorregões e 2 horas de caminhada depois encontramos o Gustavim na entrada do parque esperando a gente a uma hora.
Ufa!
Essa hora já nem existe mais condições físicas e mentais para ir no Festival, uma pena porque nesse dia ia passar o filme Nanga Parbat, sobre os irmãos Messner e a conquista dessa montanha.
Perrengue? Não, treinamento patagônico. Hehehe!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
RELATO CLIMB TRIP UBATUBA
Trilha sonora selecionada, croqui impresso (obrigado galera da UBT), bagagens e crashpads na “Cocalina”, eu (Esdras), Julio, Alvaro, Rodolfo, Fera e Crash (travesseiro disfarçado de cachorro de pelúcia do Rodolfo) partimos rumo a Ubatuba-SP para 05 dias de muito boulder e descanso (se é que isso é possível em uma trip de escalada). Estrada tranqüila, dia claro de sol, carro bom, fizemos uma viagem confortável graças à alimentação providenciada pela DJ (mãe da galera). Chegamos ao Hostel Tribo por volta de 17h e já fomos recebidos calorosamente com uma proposta de churrasco. Noite regada a violão de Rodolfo, Fera e Sinvaldo (local de Ubatuba), muitos malabares, cervejinha e conversas em diversas línguas, pois havia americano, colombiano, alemã e até uma maluco do Alaska. O hostel é um caso a parte, mesa de sinuca, geladeira com cerveja, internet, piscininha e muita hospitalidade, tudo isso bem próximo à praia e barato.
2ºDia
Acordamos às 7h com o sol invadindo o quarto e com a aflição típica de quem viaja para escalar. Café da manhã e partimos rumo ao Pontão da Fortaleza. Como sempre nos perdemos um pouco, mas encontramos a praia. Caminhando em direção ao pontão, a impressão que dá é que os blocos são poucos e pequenos. De longe avistamos um solitário escalador com seu crashpad entrando na trilha o que facilitou nossa vida. Chegando às pedras a surpresa. O lugar é incrível, muita pedra, todas as inclinações possíveis, agarras inéditas e o melhor, com o mar batendo na borda. Marco (escalador paulista) se juntou ao nosso bonde, pois escalava sozinho. Após Marco, eu e Fera encadenamos o "Chapeleta" (V0) que possui a peculiaridade de ter uma chapa no meio e um topo batido.
Julio e Alvaro já malhavam o "Sertão" (V3) e assim nos juntamos nessa empreitada. Julio mandou o boulder de segunda entrada demonstrando que o maior problema era a virada. Alvaro chegou ao topo e caiu na virada. Assim, sem grandes pretensões me pendurei na borda superior do boulder e isolei a virada, seguido por Fera que quase mandou. Mais estimulado, Alvaro mandou o boulder deixando eu, Rodolfo, Fera e Marco malhando enquanto ele e Julio ralavam no "Pelo Sertão" (V6).
Passamos o restante do dia entrando em diversos problemas como "Van der Waals" (V4), "Tostex" (V2), "Pro Abaulado" (V2), "Bunda no chão" (V2) e conhecendo o lugar. Saímos da pedra já no anoitecer, famintos e fedorentos.
Após o merecido banho partimos para o “centro” de Ubatuba atrás de boa comida. Após 45min esperando um chopp e a refeição desistimos do restaurante Tudo de Bom (shit) e partimos para o self service 100 Miséria onde comemos bem. A noite no Hostel foi regada a cervejinhas, sinuca e muito bate papo. Porém no meio da madrugada desabou um temporal.
Destaque do dia: Tivemos um grande debate sobre como proceder para não entupir o vaso do banheiro, pois o mesmo possuía o diferencial de ter muita água. Após muita discussão de dentro do banheiro uma voz pergunta: - Alguém ai sabe fazer um nó de forca com o fio dental?
3º Dia
O mundo submerso. Choveu a noite inteira e a neblina aliada às nuvens não nos deixaram outra escolha. Partimos para o bar mais próximo onde enchemos a cara de cerveja, jogamos muita sinuca (sagrei-me campeão dos campeões) na companhia de alguns amigos do Hostel. O restante do dia foi de lamúrias, DVDs piratas e de um quase afogamento, pois decidimos ir tomar um banho de mar na Sununga (praia recomendada para surf e skimboard). Tudo isso aconteceu e não era nem 16h quando o macarrão delicioso cozido por Julio após 5 horas seguidas chegou à mesa. Comemos, dormimos, jogamos inúmeros jogos cheios de adrenalina como dados (jogo originário do Alaska) e damas e simplesmente não parou de chover. Fera passou a maior parte do tempo alisando a gata no sofá (não é isso galera, o hostel tinha uma gata preta cega conhecida como Juju). Eu consegui ficar bêbado, ter ressaca e me curar tudo no mesmo dia.
4º Dia
Dia cinzento, ainda chuviscando, resolvemos armar um slack line próximo à praia. Munido da minha tradicional cara de pau fui até uma casa que possuía no quintal de frente para o mar, duas árvores e uma grama aparadinha e pedi autorização que foi prontamente liberada. Passamos a manhã andando de slack, Julio alugou pranchas de skimboard e assim matamos o tempo da manhã esperando que não chovesse. Diante do tempo estável partimos para o Pontão novamente onde enfrentamos a trilha lameada, a maré cheia e a base dos boulders completamente molhada. Ao chegar encontramos um casal com um crashpad e um molinete de pesca. Papo vai, papo vem e o cidadão pediu um crash e uma seg para que ele entrasse em um boulder. Eu prontamente fui até lá e vi uma das maiores cadenas que já presenciei. O escalador Adebas (Adérito), instrutor da Casa de Pedra e pescador acabava de mandar o boulder “Normandia" (V12), em um dia úmido como aquele.
A cadena de Adebas foi inspiradora e assim seguimos escalando diversos problemas destacando a malhação de Alvaro e Julio no "Van der Waals", a surra que tomei na virada do "Mal me Quer" (V3) encadenado por Alvaro e Julio. Rodolfo, Julio e Alvaro mandando o “Presa de Marfim” (V2). De repente o local foi tomado por cangas coloridas dando um tom de Woodstock ao local. Tratava-se de escaladores argentinos e suas respectivas namoradas que estavam de passagem pelo local e escalaram muito nesse dia a ponto de considerar –Tranqüilo - o matador "Van der Waals".
5º Dia
Novamente armamos o slack line na praia, só que dessa vez em um bar para que Julio tomasse seu café da manhã (cerveja às 9:00h). Partimos cedo para a pedra após comprar aquele rango. Após uma entrada finalmente mandei o "Sertão". Julio e Alvaro mandaram o problema “Pro Abaulado” e foram malhar o "Tostex" e o "Pro Bidedo". Segui tomando uma surra do “Mal me quer” e fiz uma boa entrada no ”Pro Abaulado”. Julio evoluiu muito bem no "Van der Waals" e acabou não realizando a virada. Encadenei ainda o "Titanic" (V0) positivão alto com cara de pouco visitado. Alvaro e Julio malharam bem o “Pezinho” (V4), problema alucinante e Rodolfo evoluiu bem no "Morceguinho" (v3).
Chegando no Hostel uma surpresa. Crash estava dormindo abraçado com Caco (o Macaco de Pelúcia do Hostel). Ainda não descobrimos o autor desse vandalismo, mas seguiremos investigando.
6º Dia
Ultimo dia de Trip é sempre uma fome de pedra. Reencontramos Adebas e namorada e um jovem escalador (???) acompanhado dos pais e que mandou muitos boulders que estávamos entrando. Esse dia foi de grandes cadenas, mandei o "Facinha" (V0) e finalmente o “Mal me quer”, Julio mandou "Van der Waals", "Monoselha" (V3), "Tigela de Açaí" (v1); Alvaro mandou "Longa Metragem" e o "Monoselha" e Rodolfo como sempre bundou nas viradas do "Sertão" e do "Longa Metragem" (V2), Fera mandou o "Sertão" e ficou malhando o "Tigela de Açaí" seguido por mim e pelo jovem escalador . A pele dos dedos já não agüentava mais nada nos levando a apelar para o SuperBonder e para o esparadrapo (após uma aula com o Professor Adebas).
Quando finalmente eu achava que ia mandar o “Pro abaulado” cai tocando a última agarra do boulder o que me deixou indignado e com o braço inteiro ralado. Julio também caiu já próximo ao domínio do “Pezinho” (V4). Podemos ainda pescar, ver tartarugas verdes e outras coisas que só a convivência na pedra propicia. Já era noite quando Alvaro quase mandou o "Bote" (V4) localizado na lateral do "Van der Waals" provando que sua especialidade é reglete.
Enfim deixamos a pedra com os dedos pingando sangue e felizes por termos vivido 5 dias de muita escalada e diversão. Além das lições, movimentos e novas amizades, chegamos à conclusão que os V2 de Ubatuba são muito mais difíceis que os V3. Hehehe!
O retorno pra casa foi tranqüilo , porém nos iludimos com uma placa que informava POSTO JK a 90 km quando ainda estávamos antes de Catalão-GO. Resultado, andamos o tempo todo com o painel indicando que de forma decrescente a autonomia de combustível. Era noite, estávamos no meio do Goiás sem nem uma luz próxima a não ser o cerrado em chamas. Chegamos a um posto de gasolina desativado onde descobrimos que a 6 km para frente encontraríamos combustível. Foram cerca de 1h de tensão até estarmos com o tanque e com o estômago cheio.
Para quem ainda diz que viajar para fazer boulder é prejuízo fica a experiência.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Tá achando escalar difícil?
Fomos Dany e eu, apresentar a escalada em boulder para um casal de amigos que não escala, Lú e Arthur (conhecido no submundo do crime como "Discípulo Gafanhoto"). Mesmo sabendo que não é o lugar ideal para uma 1ª impressão da escalada, optei por Cocal pela preguiça de carregar os equipos pra escalar vias e pelo horário que saímos de casa (umas 10:30 da manhã), pois a dupla de animados estava participando de uma corrida de 5 Km na Esplanada.
Chegamos na Casa da Cobra/Florestinha, onde a Dany entrou no "Ao Lado do Benvindo" (V2), evoluindo bem, mas ainda tendo dificuldades na saída do abaulado. Eu acabei entrando "Força Vetor/Praia" (V4), o qual havia entrado com muita facilidade na semana passada e levei uma surra sem precedentes do 1º move dinâmico do boulder (que também ficou pra próxima).
A grata surpresa do dia ficou por conta dos dois estreantes, que em sua 1ª incursão a Cocal e à escalada, propriamente dita, finalizaram o "positivão" que fica na pedra do "Pingue Pongue". Ainda fomos ao Mocó, pra Dany entrar no "V2 do Fax", que quase saiu na 1ª entrada. Lú e Arthur viram que nem só de facilidades vive um escalador iniciante, e passaram um perrengue no "Fendinha" (V1), mesmo passando muito bem pelo seu começo e fazendo força, de verdade, pra entalar a mão da fenda.
Vocês devem estar pensando no quão sem graça foi esse post car@s leitores, mas a graça e a razão, dele ter sido escrito está no detalhe das fotos (que mais uma vez não estão com a melhor qualidade, devido à internação de um dos membros do AVPAF - a Câmera do Batata).
Relacionando o que vi neste domingo com o relato do domingo passado que o Esdras escreveu, e que versava acerca da frustração que a escalada pode gerar e que devemos manter o ânimo e, simplesmente, "escalar por escalar e pelo prazer de estar junto à natureza", mesmo quando as cadenas não ocorrem, vejo que não temos nada do que reclamar e que é só a gente querer, que as coisas acontecem.
Prestem atenção nas fotos, principalmente as que tem o Arthur, e procurem algum motivo/detalhe para vocês pensarem positivamente também!
Lú e Arthur, valeu a presença, o exemplo e aguardamos vocês novamente nos bondes!
Keep Climbing!!
Mais fotos !
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Relato de Domingo
No bloco do “Bem Vindo a Casa da Cobra” ( v1 /v2) onde Dani destravou seu karma e mandou o boulder. Tentamos o boulder Ao Lado do Bem vindo (v2) onde rolou a cadena primorosa de Pati, seguida por Julio (que nunca havia mandado o boulder) e por uma boa evolução de Sérgio. Eu mais uma vez fiquei na derrota.
Já na clássica pedra Julio entrou na parceria de dois escaladores que malhavam o Força Vetor/Praia (V4 também com nome duplo) e por falta de animação não mandou o boulder que por sinal tem uma linha linda. Partimos para o Floresta (v3/v4) onde Julio atropelou de terceira entrada.
Enfim foi um dia de grandes cadenas para Dani, Julio, Pati e Sergio e um dia péssimo para mim. Não vou ficar chorando mágoas e falando de como se manter motivado para escalar, mas posso dizer que este dia foi talvez a maior lição de como escalar pode ser frustrante para alguém. O lance é focar o treino, engrossar os dedos e resgatar o prazer de estar simplesmente escalando junto à natureza.

Nota do editor: Acho que o sol estava tão forte que o autor trocou sábado por domingo. Hehehehe!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Bêra é do gueto – Cocalzinho – Setor Esparadrapos
Todo mundo sabe que não tenho muito referencial e senso de direção, mas segui os betas da galera de Goiânia e pelas lembranças das rochas do vídeo “The Firsts” achamos o setor. De primeira entramos em um boulder simples que apresentava marcas de magnésio. Bêra mandou rápido e eu, Rosinha e Pati mandamos na sequência. Dani se enrolou e mandou de segunda.
Entramos em seguida numa linha ao lado do “Porpechens i’m sorry” (vide The Firsts) , Bêra mandando à vista, Rosinha mandando de segunda, Pati de segunda, eu e Dani ralamos mas mandamos.
Após isso Bêra e Rosinha mandaram um High Ball enorme e com a base tensa, mas mostraram domínio da adrena pois o resto do bonde não encarou.
É claro que achar os boulders não foi fácil, íamos pelo instinto e pelas marcas de magna. Em uma pedra sem marcas, negativa com regletes perfeitos e agarras diversas, Bêra enxergou e mandou à vista uma linha.Porém percebemos que na agarra de saída havia uma setinha branca desenhada, Pati chegou no fim mas não dominou (bundou por insegurança kkk), eu isolei todos os moves, machuquei a mão e não mandei, Rosinha e Dani evoluíram e nada. Vendo o vídeo depois e pesquisando no 8ª.nu descobri que malhávamos o boulder “Síndrome de Jah” (V5), uma linha incrível.
Em frente a esse boulder havia uma aresta com uma agarra meio quebrada, Bêra mandou, eu entrei e quando fiz a saída a agarra inicial saiu inteira na minha mão. Outra vez vendo o vídeo percebi esse era o boulder “Até lá em cima” que agora está sem a agarra de saída (desculpem os conquistadores, a linha é muito legal).
Finalizando, fomos a um bloco negativo com uma saída em cristal e com regletes rasos como facas onde o Prof. Bêra enxergou uma linha hard e muito bonita, daqueles boulders de 4 movimentos. Não havia marcas de magna e apenas Bêra e Pati tentaram o que para mim deve ser um V6 ou mais, mas não rolou.
Voltamos para casa felizes pelo dia de escalada e pela oportunidade de disfrutar de um novo setor com boulders divertidíssimos e na sombra. Os únicos defeitos do local são: o excesso de insetos e bases um pouco tensas, com pedras pontiagudas e de difícil caminhada difícil, pois o mato encobriu boa parte das trilhas.
Deixo um agradecimento pra galera que fez o vídeo “The Firsts”, massa demais poder se orientar e descobrir linhas.
Fotos do Bêra:
terça-feira, 11 de maio de 2010
Não escale no Dia das Mães

Sabádo 08 de maio, sol, céu sem nuvens e véspera do dia das mães partimos eu (Esdras), Pati e Álvaro para Cocalzinho-GO no outro carro Rodolfo e Monique (isso mesmo galera, Rodolfinho na pedra de novo). Já dentro do parque percebemos que aquele sábado era especial mesmo. Todos os setores com carros estacionados e da pista se via a galera tentando boulders.
Partimos para o Mocó, pois eu nunca havia escalado ali. Após um rolê de reconhecimento decidimos entrar no Fendinha (v1). Eu já queria a um tempo tentar esse boulder mas nunca o menosprezei. Já a Pati (que está forte pra caraio) chegou dizendo:
-Vamos entrar nesse ai pra aquecer.
Conforme vi no vídeo, fiz a saída de pé e mandei fácil, porém utilizando um “cabeção” que rola na fenda ao lado. Como tudo tava muito fácil e haviam duas agarras de saída abaixo, Pati fez o SDS do boulder o que me obrigou a entrar de novo e fazer a linha SDS e sem utilizar agarras ao lado.
Álvaro entrou no boulder saindo sentado e encadenou utilizando um pé no diedro. Após protestos ele repetiu o boulder. Já Rodolfo fez uma saída alternativa (até agora não entendi, era meio sentado, meio em pé usando uma agarra longe) e blefou no meio do boulder.
Mesmo com o sol castigando resolvemos experimentar o “Mãos ao Alto” (V2), um clássico com uma saída diferente e um tetinho que dá o nome ao boulder. Álvaro deu um primeiro pega e não se encaixou bem. Pati também deu um primeiro pega e nada e de repente um fato inédito. Eu (mundialmente conhecido como fracote) me encaixei no boulder e evolui bem, mas cai após o teto. Rodolfo também tentou e realizou a saída, mas ficou sem reação no teto. Assim, após inúmeras tentativas, senti que ia rolar de mandar o boulder.
Partimos para o “V2 do fax”, boulder curto cerca de 4 movimentos com uma saída horrível. Álvaro malhou muito e ficou bem, porém sem fazer a saída. Pati também saiu do reglete e evoluiu, mas sem cadenas. Rodolfo e eu experimentamos o boulder, mas nenhum dos dois se moveu.
Voltamos ao “Mãos ao Alto” já no final da tarde sem o sol. Álvaro após duas entradas se arrumou e encadenou o boulder, Pati e Rodolfo ficaram na mesma e eu cheguei a evoluir um movimento, mas nada de cadena. E finalmente Monique colocou a sapatilha e deu uns pegas no Mãos ao Alto.
Para finalizar fomos para a Casa da Cobra onde tentamos o “CockPit” (v3) e apresentamos o Assassino de Playboy (V2) para o Rodolfo. Álvaro tentou diversas vezes o “Ping Pong” V5 (iniciando em pé V4) e em uma dessas tentativas me arremessou contra a pedra onde bati a cabeça e ralei as costas, ele finalmente alcançou o fim do boulder, mas não dominou.
Passamos a noite em uma pousada em Pirinópolis num quarto para 5, abandonando assim a idéia de dormir em barraca, pois a diferença entre o preço do quarto e do camping era muito pequena. Pizza, feirinha de artesanatos, presentes pra mamãe e uma noite mal dormida.
No dia seguinte, Rodolfo e Monique partiram para o almoço de Dia das Mães e nós ficamos novamente no Mocó. Entrei no “Mãos ao Alto” e cheguei no domínio do boulder por 3 vezes seguidas mas não encontrei um pé que me auxiliasse (sabe aquela sensação de estar a menos de 10 cm de uma agarra e não alcançar?). Álvaro evolui no V2 do Fax mas ainda não encontrou a resposta para a saída e Pati finalmente conseguiu evoluir no Mãos ao Alto chegando à agarra após o teto. Ainda acho que não encadenei pela culpa de estar escalando no Dia das Mães.
Voltamos voando para casa, pois eu e Pati ainda almoçaríamos com minha família provando que não sou tão desnaturado assim hehehe. Passei o domingo lembrando daquelas apresentações que se faz na escola quando se é criança.
“(...) mamãe, mamãe , eu me lembro o chinelo na mão
O avental todo sujo de ovo
Se eu pudesse eu queria outra vez mamãe
Começar tudo, tudo de novo”
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Night Climbing – O Blefe
Tudo perfeito, 4 crashs enormes no carro, comida, eu (Esdras), Pati, Julio, Dani e Álvaro partimos às 19h de um dia sem nuvens. Tudo estava perfeito até a chegada no Parque dos Pirineus onde começou a chuviscar, nada que nos desmotivasse.
Porém, ao estacionar o carro na Casa de Cobra fomos surpreendidos por pancadas de chuva que pareciam sacanagem. Choveu forte e ficamos no carro naquela de ir embora ou esperar São Pedro parar com a ironia.
Com a trégua da chuva (coisa de uns 15 minutos) fomos tentar escalar, malhamos o boulder Fissura (V4/V5) e Julio tentou uma travessia estranha que podemos dizer que é um pedaço do boulder “Pôr do Sol na Casa” ou algo assim. Com apenas alguns minutos de chuva tudo estava molhado. O boulder “Papai Noiou” contava com uma ave que descansava em sua agarra de saída e o resto tudo babado, nem mesmo o ratão saiu de sua toca para tentar roubar comida.
Voltamos para Brasília (particularmente eu estava indignado) com aquela sensação de derrota de quem gastou gasolina, sujou o carro e ainda por cima não escalou nada.
Sim eu sei que quem acompanha o blog deve ter lido a gente dizer:
–Em Cocalzinho não chove!!!
Porém tem coisas que só acontecem com a galera do AVPAF.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Santa semana ou Semana Santa?
Já em casa a decisão: –Partiu Corupá!
Descemos até Jaraguá do Sul, seguimos um motoqueiro até a casa onde iriamos pernoita, na casa de Julia Coral, amiga dos velhos tempos de movimento estudantil e que agora é uma mega empresária do ramo farmacêutico. Já no apartamento de Julia tive tempo de tentar diminuir a má impressão que os pais da Julia tinha de mim (história antiga - fui pego em flagrante utilizando o banheiro proibido da casa de Julia quando ela dividia o apartamento com a irmã).
Em plena madrugada acordamos com um tiroteio enorme, na verdade queima de fogos da igreja em comemoração a páscoa. Na manhã, em meio ao tempo chuvoso podemos observar a bela e pacata Jaraguá do Sul – SC situada em um vale. O tempo chuvoso não nos impediu de ir até Corupá-SC (próximo cerca de 30km) em busca do novo expoente da escalada esportiva no Brasil, aproveitamos e carregamos Julia para junto da natureza. Nos perdemos em Corupá por acreditarmos que bastava perguntar onde ficam as cachoeiras (não sigam as placas que indicam “rota das cachoeiras”) e descobrimos que a região é riquíssima em eco-turismo. Ao perguntarmos onde fica a cachoeira do Braço Esquerdo fomos guiados por um novo motoqueiro até o bairro Ano Bom onde após a ponte é possível seguir as placas indicando cachoeira.
Chegamos ao pé da serra onde existe uma estrutura de camping e bar e fomos informados que a propriedade do Senhor Paust (conforme indicado no croqui e nas informações cedidas pelo amigo Dani Casas) era logo acima seguindo a estrada. Uma placa no inicio da subida “use a 1ª marcha” deve ser levada a sério principalmente se você estiver em um carro 1000. Chegando lá em cima fomos recebidos pelo Senhor Paust que além de um grande anfitrião entende tudo de escalada (o cara sabe a localização e graduação das vias e até o nome dos conquistadores).
O lugar é um caso a parte, menos de 100m entre o bar, área de camping e a base das vias. Rio passando por baixo da pedra e uma rocha que parece um muro de academia. Rocha do tipo conglomerado com seixos que fazem lembrar um muro de resina. Infelizmente a chuva não dava um tempo e mesmo com tudo molhado entramos na Anônima 6ºsup. É engraçado como esse tipo rocha engana, parece ser cheio de agarras, mas na hora é pura ilusão. Escalei mal (novidade?) e Pati e Alvaro tocaram com direito a corda travada e reclamações. A rocha úmida estava inviável então aproveitamos os pastéis e trocamos uma idéia com uma galera acampada que vinham de Floripa, mas na verdade eram Brasilienses que treinaram em um passado não muito distante com Bêra e Horse (eita mundo pequeno).
Voltamos à Curitiba no final de tarde e pegamos um engarrafamento que demorou 02 horas para fazer 15 KM. Álvaro dormiu boa parte do caminho e sobrou para Pati escutar todas as minhas reclamações e impropérios. Chegamos em casa, muito frio que foi resolvido a base de um delicioso macarrão e vinho.
Anhangava – Mais um fiasco brasiliense
Dia seguinte, muitas nuvens, neblinas e afins mas estávamos decididos a escalar. Partimos para Quatro Barras – PR para tentar escalar no Morro do Anhangava. Paramos em uma padaria , compramos e pagamos o lanche (atentem para essa parte). Uma breve parada para conhecer o Abrigo 5.13 onde fomos recebidos muito bem e podemos ver uma ótima estrutura para ficar.
Seguimos para a base do Anhangava onde liguei para o Chiquinho (Luiz Hartman, da empresa Alto Estilo) que nos mostrou de longe onde deveríamos escalar. Subimos a trilha em aproximadamente 20 minutos de caminhada hard com direito a Patricia passando mal e lá em cima olhamos as vias. Decidimos por uma que parecia acessível porém após tentativas de Álvaro e uma breve subida minha para ver desistimos. O tempo fechou e começou a garoar, bateu a fome e pasmem o lanche que pagamos ficou na padaria. Com fome e chuva fizemos um rolê na base das vias e decidimos ir embora.
Faço aqui a promessa, só subo o Anhangava de novo com alguém que saiba a localização das vias e que nos ensine a escalar na aderência. Não adiantam croquis, guias etc... Quero ver ao vivo alguém equipando.
Resina para afastar a preguiça
O dia seguinte ao nosso fiasco de escalada foi de muita chuva e passamos embaixo das cobertas. Decidimos então dar um pulo na loja Casa do Montanhista e conhecer a Campo Base. A loja da Campo Base, recém inaugurada sob a direção de Luize e Chiquinho e contando com o vendedor Eduardo (personagem de nosso relato de ano novo) conta com ótimos equipamentos a um preço bom. Aproveitei para comprar uma Sapatilha Bandit da Evolv e Álvaro um boné de escalador playboy. A noite retornamos para a academia para aproveitar um treino.
A estrutura da Campo Base é de babar: slackline de uns 15m, área de boulder, vias em top rope e guiadas até 9º grau. O frio estava dificultando mas escalamos muito na resina com direito a muita conversa com a galera local.
Enfim escalada
Pegamos o Tiago (curitibano morando em Brasília e sofrendo de saudades da terra) em casa e fomos para a casa do Chiquinho na Base do Anhangava (lugar onde qualquer escalador gostaria de morar). Conhecemos as instalações da fábrica da Alto Estilo onde pegamos nossos crashpads encomendados pelo Gil e compramos umas calças de flanela pra agüentar o frio. Deixamos o carro no Abrigo 5.13 e pegamos a trilha rumo aos Castelinhos. Setor de boulder irado, muito granito, sem agarra e só na aderência. Entramos em alguns boulders, arestas, abaulados com cristais sinistros e voltamos correndo para Curitiba a tempo de despachar o Álvaro para Brasília no Aeroporto.
Eu e Pati passamos ainda mais 3 dias em Curitiba escalando garrafas de vinho e muita carne.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Dia Internacional da Mulher
Um dia lindo para todas as mulheres, mães, filhas, criaturas mágicas que carregam em si o dom da vida, da transformação... o poder de gerar e nutrir....
A data surgiu trazendo idéias não tão belas... mas como em tudo, temos mais uma vez a força de transformar.
Assim fizemos, mulheres da montanha num domingo no Rio de Janeiro, maior centro de escalada urbana.
No livro de assinaturas contam 111... mas acredito que eram mais, algumas acanhadas não assinaram, mas lá estavam, fortalecendo um dia que iniciava fraco em virtude de uma terrível tempestade com direito a alagamentos na véspera. A Urca estava toda molhada quando chegamos, mas agora entendo que isso foi vontade da Mãe Natureza, queria que antes das escaladas a mulherada conversasse, risse e acreditasse em seu poder. E assim fizemos.
Mais do que nossas vontades, a deixamos falar por nós, e refazer nossos planos. A lista de vias a serem escaladas.... precisou ficar de lado. Seria dela a vontade a ser seguida. Caminhadas na Cláudio Coutinho, Costões, trocas de conversas. Escaladas em outras vias, mais tarde que o combinado. Era isso que a Mãe Natureza queria. E fomos suas servas. E como isso é bom...
Por volta das 13h, a praça já não era mais verde em razão das árvores... era cor de coral... cor de sorriso, cor de troca.... estava tomada por mulheres lindas, fortes, novas, com história. E por homens. Curiosos, impressionados e encantados com tanta força reunida.
Assim foi minha comemoração pelo Dia Internacional da Mulher.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
BLOCO DE CARNAVAL: SE VOCÊ DER CORDA EU CAIO!!!
Tudo certo até Araxá-MG onde fomos recepcionados por Chuck (brasiliense mineiro) e Chorão (escalador local). A receptividade mineira mais uma vez impressionou, Chorão queria nos levar até o abrigo mesmo tendo que organizar diversas coisas e cuidar do seu filho. Marcelo , nosso intrépido carioca do cerrado já havia escalado na Bocaina a tempos atrás e sabia o caminho. Após a espera típica para os atrasados fazerem compras no mercado seguimos.
Partimos com a missão de seguir o professor Bêra e Marcelo nos próximos 27 km de estrada de chão. Após a metade do caminho nosso guia esqueceu dos demais componentes , acelerou demais , entrou em bifurcações e sumiu. Eu em meu carro, Julio no dele seguimos juntos perdidos por cerca de 40 minutos em meio a encruzilhadas, fazendas, mata-burros e muita poeira. Bêra nos fez perder grandes pontos no quesito HARMONIA.
Nos reencontramos e seguimos meio perdidos, cansados, sujos. No caminho pausa para uma pequena jibóia desfilar na avenida. No abrigo a grande surpresa: 16 cabeças de Goiânia-GO estavam acampados em baixo da área coberta. Foi uma grande alegria afinal sempre nos encontramos em Cocalzinho-GO, Belchior-GO e até na Serra do Cipó.
Armamos nossa favelinha nos fundos do abrigo com 7 barracas, fogões, caixa térmica tudo digno de uma grande "farofada". Hehehe! Pontos importantes no quesito ALEGORIA para o mega fogão do sogro do Julio, cafeteira italiana de Bêra e fogareiro himalaiano do Marcelo. Pelo horário cabia a nós descansar e recepcionar a galera de Goiânia que já estava a um dia escalando por ali, pela cara de cansaço a escalada prometia.
As vias da Serra da Bocaina são simplesmente fora de série. Proteções bem feitas, base confortável e próximas do Abrigo (cedido para a atividade graças a articulação local dos escaladores). Destaco aqui as vias Chapeletas Voadoras (cerca de 50m de um 7A clássico, duas paradas mas dá pra tocar numa paulada só) , Hipnose (7C com um descanso semelhante a um sofá logo no início da via); Mão de Vaca (8ª clássico com um puta dinâmico no final da via) , Zumbi da Bocaina 8B sinistro demais e para os iniciantes (como eu) Bonsai Cearense (5º enorme, que parece uma escada) ; Comando Delta (6º com um mov lindo de bidedo para abaulado) e Sombra e Água Fresca (6º sup de 3 chapas pura adrenalina).
Na manhã seguinte partimos para "comer pedra" não dando ouvidos para o conselho de deixar para escalar a tarde. O setor Tetos mantém vias na sombra e todos seguimos para a diversão. Era fantástico ver que simplesmente todas as vias estavam equipadas e todo mundo escalando unido, numa "vibe" única.
No quesito COMISSÃO DE FRENTE destaco Júlio e Marcelo malhando a Mão de Vaca e Matheus Farage (nosso monstrinho) escalador jovem (recém 18 anos) mandando 7C à vista e apavorando nas vias mais clássicas. Matheus é uma grande promessa de Brasília que representou nossa terrinha na Etapa do Brasileiro e Seletiva Juvenil realizada em Curitiba-PR.
Soma-se a isso personagens fortes e ilustres como os locais Chorão, Daiex, Gustavim e Cabelin, os goianos Samurai, Fernandinho, Raphael, Mamão e Negavá atropelando as vias e a grande presença de Chuck sempre provocando grandes risadas. A forte presença feminina de Gretta malhando as vias mais difíceis dos Tetos, Cintia de Goiânia e outra escaladora que não lembro o nome mandando tudo no Setor Intermediário.
Era a Sapucaí pegando fogo com direito a Madrinhas de Bateria.
No questido BATERIA eu, Pati, Dani, Rodolfo e Monique malhamos aos montes a Sombra e Água Fresca, Comando Delta e um monte de vias entre 5º e 7A.
Destaque para o quesito MESTRE SALA e PORTA BANDEIRA para os casais do nosso bonde Rosinha e Bêra, Júlio e Dani, Monique e Rodolfo e Esdras e Pati que apavoraram em todos os setores.
Como todo desfile o momento tristeza foi ver Bêra caindo e forçando o joelho na Mão de Vaca o que finalizou sua escalada naquele local.
No quesito ALA DAS BAIANAS estava Álvaro (Batata) que ficou rodando, rodando, tirando fotos e não escalou quase nada. Salve as marchinhas do nosso bloco:
O teu cabelo não nega Batata
Batata tu não escalou.
O teu cabelo não nega Batata
Batata só fotografou!!!
A noite no Abrigo era simplesmente demais, coletividade unida na compra da cerveja, improviso fantástico de reggae do goianos, percussão e muita alegria demonstrando que mesmo com apenas um banheiro, geladeira coletiva, água do banho racionada por problemas da caixa d'água todos seguiam com o sorriso na cara, o respeito e a amizade. Para mim as cenas vividas ali servem de lição para quem tenta criar esse clima de guerrinha infantil entre Brasília e Goiânia.
Os dias se passaram com uma ida a Cachoeira Argenita (cerca de 15km do Abrigo) encantadora pela beleza mas desesperadora pela estrada de chão (pobre do meu carro e mais uma vez nos perdemos na avenida) e cadenas inesquecíveis como a de Matheus na Menos Curta e Mais Grossa e na Hipnose, Fernandinho na Zumbi, Samurai na Chapeletas Voadoras e tantas outras que não dá para descrever.
Mas o melhor momento de cadenas foi a sequência feminina de Pati, Dani e Rosinha mandando a Sombra e Água Fresca. Nesse momento nosso bloco tocava o axé do Tchan que descrevia a via:
Já pegou no agarrão? –Já peguei
Já pegou no regletinho? –Já peguei
Já pegou no monodedo? –Já peguei
Agora pare!
Pegue no Abaulado
Desce ordinária
O jantar no último dia merece destaque com maionese caseira, strogonof de frango, arroz carreteiro, purê de batata e tanta coca-cola que nem parecia que estávamos na roça. Correria e o medo da chuva. Muito vento e falta de fé de alguns. Mais uma vez a marchinha tocou:
Se você pense que em Araxá cai água
Em Araxá não cai água não,
Em Araxá a pedra é sempre seca
E nunca gasta a sua mão
A despedida teve direito a visita ao Muro (academia) da galera de Araxá com os anfitriões Gustavim (Francês) e Gretta mostrando o slackline montado, muro interno e externo, acompanhamento nutricional e fisioterapia tudo isso num esquema muito arborizado e com parte da estrutura ao ar livre. Parabéns galera demais a estrutura de vocês.
Nosso bloco finalizou bem o desfile e retornou a Brasília feliz da vida e cheio de memórias e alegrias. Deixo aqui um grande abraço pra galera de Goiânia (Tiozão, Fernandinho, Samurai, Minduim e a cabeçada toda), Chorão, Daiex e Cabelin (a Bocaina é demais assim como a estrutura do abrigo e acima de tudo a hospitalidade de vocês) e ao Chuck Lombra.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Satisfaction – Domingão em Cocalzinho-GO
A escalada deste domingo gerou grande mobilização na internet – grande blefe - no final das contas partimos no mesmo bonde de sempre (eu, Pati, Júlio e Álvaro) na esperança que mais gente comparecesse a Cocalzinho-GO. Nem preciso repetir o quanto estou encantado com as vias e com a vibe deste lugar.
A chegada ao parque em Cocalzinho teve direito a um fusca atravessado e atolado na pista que forçou as habilidades de motorista de Álvaro e o esforço dos demais tripulantes.
Escalávamos a linda via Rolling Stones (6º sup – graduação questionável considerando o movimento inicial para um bidedo invertido punk) com um visual de deixar de cara. Todos levamos aquela surra inicial com direito a roubar na corda ou usar o caminho lateral (I can't get no satisfaction - Cause I try and I try and I try and I try). Destaco aqui que Álvaro e Pati tinham tudo para passar o lance, faltou foco.


De repente chega até nós Philipe, escalador goiano que se somou a nosso grupo, pois havia se perdido de sua galera. Philipe passou o movimento inicial demonstrando seu prévio conhecimento da via, porém foi na força mesmo, ao terminar a ascensão Philipe foi se reunir ao grupo goiano que estava próximo dali escalando o projeto ao lado da via Corta Corda (7a). Álvaro ainda deu um pega repetindo o movimento de Felipe e sua própria leitura, mas acabou optando por se poupar.
Quando já estávamos partindo para outros locais surge em meio ao cerrado uma figura mística da escalada brasiliense o "Escalosaurus Calvus Cicliticus Fraturadus" mais conhecido como Gigante. Gigante estava com sua namorada e veio se juntar ao bonde na esperança que outro escalosaurus (Roger) estivesse conosco. Após comentários sobre como o Rodolfo é furão nesse lance de escalada, Gigante e namorada aproveitaram e curtiram conosco a Rolling Stones. Partimos então para nos unirmos a galera goiana na base da Corta Corda.
Chegamos a base e encontramos Felipe, Samurai (Eduardo), Paula(?) (namorada do Samurai). Após uma ancoragem do seg Felipe em uma pedra (procedimento recomendado nesse caso), Samurai entrou no projeto ao lado da Corta a Corda.
Essa via é simplesmente alucinante, um dinâmico para um agarra de esquerda, a segunda costurada é de lado e a sequência de agarras pra cima disso é foda. Resumindo um crux seguido do outro. Samurai detonou os dedos com direito a muito sangue e abriu espaço para Gigante dar um peguinha no projeto. O Sol nesse momento torrava e não havia sombra no local.

Quem conhece o Gigante sabe de suas leituras exigentes, ele mandou um foot hook sinistro, pegou o reglete estático (dada altura da figura) e por pouco não passa de primeira o crux. Esse foot hook era o beta que faltava para o Samurai ficar de vez no reglete e costurar bem na segunda chapa.
Samurai entrou com dedos rasgados demonstrando que é questão de tempo a cadena do projeto. Cabe aqui um detalhe, Samurai utilizou uma costura longa, gringa da Petzl do Álvaro na segunda chapa que simplesmente ficou condenada após as respectivas entradas (vale o aviso para que for tentar o projeto – sugerimos o nome para a via de Corta Costura hehehehehehe).
O que é uma fita expressa perto da vibe e da emoção que rolava a cada entrada de Gigante e Samurai na via? Histórico momento complementado pela entrada de Gigante na Corta Corda com um foot hook acima da cabeça que deixou todo mundo de cara, mandou fácil demais.
As entradas de Àlvaro, Julio e Pati na Corta a Corda não são dignas de comentário hehehehe. Eu me rendi a minha insignificância e fiquei ali, dando seg e curtindo.
O bonde goiano partiu para casa e decidimos conhecer os projetos novos próximos a Escoliose (6º) e Ate Cubanos (6º). Equipamos estas duas e a via Cala e Escala(6º) que é uma das novas atrações do setor. Gigante e Álvaro levaram uma pequena surra da Ate Cubanos e Julio atropelou a via com direito a uma passagem de equilíbrio pelo crux. Eu guiei a Escoliose, costurei errado a 3 chapa e gastei tudo o que tinha para corrigir o erro.
Gigante passou sem problemas pela Cala e Escala, mas afirmou que o lance entre a 3 e 4 chapa ficou um pouco exposto (esticão entre chapas). Pati não estava bem e levou um nocaute da Ate Cubanos. A chuva não demorou a chegar fazendo que a limpeza das vias fosse feita na pressa.
Gigante pediu seg de sua namorada (ainda inexperiente no assunto) e ao chegar na costurada final passou um medão na galera gritando por corda. Posteriormente o canalha confessou que era apenas brincadeira, mas quase matou a Pati do coração pra soltar a corda do gri-gri, ela voltou tremendo pra Brasília hehehehe.
Outro conselho importante – façam a limpeza das vias rapelando, pois Cocal não perdoa a corda.
Corremos pela longa trilha e entramos no carro com uma sensação de tarde proveitosa. Ao som de São Paulo versus Botafogo (eu tinha que secar o São Paulo para o Flamengo ser campeão), comendo um sonho de padaria e relembrando cada pedaço do domingão.
Ficou a promessa de montarmos um bonde unido Brasília-Goiânia para explorar outros locais no maravilhoso estado de Goiás – Iporá e Vila Propício serão o destino. Fica também o convite para os amigos goianos aparecerem em Brasília para conhecer o calcário hard da Fercal.
Valeu Samurai, Felipe, Paula, Gigante e esposa!!! Sigo ao som de Rolling Stones!!!
Mais fotos:



sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Batalha Mental
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Novas regras para utilização do Sítio Selva de Pedras (Belchior)
Antes que alguém argumente que antes do Rodrigo “Bera” arrendar as terras, todo mundo estacionava e acampava lá sem problema, eu digo, a realidade é outra. Hoje Seu Belchior não tem mais interesse em cuidar exclusivamente do sítio e o dinheiro do aluguel serve para complementar a renda de sua família.
A dificuldade de fazer o Sitio gerar renda fez com que o Bera pensasse algumas vezes em desistir de tocar a ideia do abrigo para frente, na penúltima tentativa de manter o abrigo, um grupo de 10 pessoas decidiu dividiu com o Bera o aluguel do Belchior, mas idéia só durou 3 meses. E mais uma vezes o sonho do Abrigo de Escalada Belchior parecia estar com os dias contados. Só restava ao Bera entregar o sitio ao Seu Belchior e deixar ele decidir o que faria com o mesmo.
Seu Belchior decidiu junto com Bera através de um novo acordo, que a partir de agora será pago a ele o que for arrecadado e nos dias em que isso ocorrer, não mais um valor fixo por mês. Será colocada a porteira que já se encontra no terreno e a mesma permanecerá trancada, quem quiser estacionar, acampar ou usar o abrigo deverá pegar a chave com o Bera e pagar uma pequena taxa de contribuição para o aluguel do sítio. Os valores ficaram definidos da seguinte forma:
Utilizar a área de estacionamento: R$2,00 por pessoa.
Utilizar a área do camping: R$6,00 diaria por pessoa.
Utilizar o abrigo: R$10,00 diaria por pessoa.
O sítio continua sob a responsabilidade do Rodrigo Bera e a taxa deverá ser paga no momento de pegar a chave da porteira.
Portanto, é de suma importância que a comunidade escaladora abrace essa ideia e colabore para que a ideia de termos um abrigo de escalada na região do Distrito Federal não deixe de ser uma realidade.
O Bera ainda pede que enquanto a porteira não estiver no lugar todos contribuam na Ibiti (loja ou muro) com quem estiver lá. E que também fiquem atentos quanto a segurança até a colocação da mesma.
Para entrar em contato com o Bera e saber mais detalhes você pode ligar na Ibiti (61- 30336999) ou ir lá pessoalmente na 311 norte Bl E (Subsolo).












quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Domingo no Belchior
Ingressos para o show do Diogo Nogueira – R$ 30
Cerveja na porta do show – R$ 2
Cerveja dentro do show – R$ 4
Chegar em casa às 3h da manhã em um show que estava previsto para 22h – Não tem preço
Acordar às 6:50h após o show – R$ 0
Lanche suficiente para um dia de escalada – R$ 10
Comprimido para ressaca – R$ 2
Chegar no Belchior, levar uma surra da Mais Garrão entrando de Top Hope, ver o Batata fazê-la 5 vezes uma dessas em 1 minuto e 27 segundos, ver a namorada mandar a Mais Garrão e passar o crux da Revolta (que eu não sai do lugar) e ver o Fera chorando na pedra – Não tem preço!!!
Tem coisas que só um dia de escalada fazem por você.

